11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Emergentes querem compromisso para “concluir” Rodada Doha

O comunicado conjunto sobre esse compromisso foi divulgado na sexta-feira pelo Ministério das relações Exteriores. O G20 é o grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes

O comunicado conjunto sobre esse compromisso foi divulgado na sexta-feira pelo Ministério das relações Exteriores. O G20 é o grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes.
De acordo com o texto, desde o início da atual crise econômica, “líderes mundiais reafirmaram seu compromisso em concluir a Rodada Doha’’. “Essas declarações políticas não se traduziram, porém, em um engajamento efetivo em Genebra. Exortamos todos os países desenvolvidos a demonstrar verdadeiramente compromisso, flexibilidade e engajamento político’’.
A conclusão da rodada, assim, é necessária para “aumentar a confiança, prevenir o uso de medidas protecionistas e fornecer o necessário estímulo à economia global’’.

Impacto severo

“O comércio internacional foi severamente afetado pela crise econômica mundial. O impacto foi particularmente severo para os países em desenvolvimento, que não dispõem de capacidade estrutural e de recursos financeiros para combater uma crise originada nas economias desenvolvidas’’, diz a nota.
O texto destaca a vulnerabilidade dos países em desenvolvimento, que teriam de “suportar de modo desproporcional as consequências de uma crise de confiança no sistema multilateral de comércio’’.
Os pontos já alcançados nas negociações “tem o apoio da ampla maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento’’.
“A única maneira de concluir as negociações em prazo razoável é fechar o pacote existente com base em um processo transparente, inclusivo e multilateral’’.
“É chegada a hora de mostrar liderança e ação firme para cumprir a meta de 2010 e preparar o sistema multilateral de comércio para os desafios à frente’’, conclui a nota.

Negociações da rodada fracassaram por uma disputa entre os EUA e Índia

Iniciada no fim de 2001 em um encontro na capital do Qatar, as negociações sobre a liberalização do comércio internacional, chamada de Rodada Doha, esbarram nas divergências entre os países desenvolvidos e as nações em desenvolvimento sobre os temas agrícolas e industriais.
As negociações da rodada têm como objetivo eliminar as tarifas alfandegárias e reduzir os subsídios à agricultura dos países ricos. Mas há anos as negociações vêm se chocando contra as recusas de alguns países de reduzir as tarifas aduaneiras sobre produtos estratégicos para os produtores locais.

Fracasso nas negociações

Em julho de 2008, as negociações da rodada fracassaram no último momento por uma disputa entre os Estados Unidos e a Índia sobre os critérios que autorizariam a um país pobre elevar suas tarifas para defender seus produtores agrícolas. Em junho deste ano, Lamy já havia afirmado que as negociações da rodada estão em um caminho mais positivo e que a conclusão em 2010 é possível.
A resistência de algumas partes envolvidas, no entanto, ainda é considerável.
A França e a Comissão Europeia já declararam que a União Europeia não faria mais concessões para chegar a um acordo na rodada.

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