14 de abril de 2021

Em ano de crise, banco empresta 50% mais

Embalado pelo papel que assumiu durante a crise, de compensar o encolhimento do crédito nos bancos privados e no mercado financeiro, o BNDES liberou um volume recorde em financiamentos e compra de ações de empresas em 2009

Embalado pelo papel que assumiu durante a crise, de compensar o encolhimento do crédito nos bancos privados e no mercado financeiro, o BNDES liberou um volume recorde em financiamentos e compra de ações de empresas em 2009.
Foram desembolsados R$ 137,3 bilhões, 49% acima dos R$ 92,2 bilhões em 2008. O volume é 78% maior do que Petrobras e Vale, as duas maiores empresas privadas do país, planejavam investir neste ano (R$ 77 bilhões).
Representa cerca de 5% do que o Brasil gera em riquezas em um ano (considerando o PIB de 2008, que foi de R$ 2,9 trilhões).
“Foi um desempenho memorável e fantástico. Enquanto o sistema bancário estava em retração e seletividade, devido à crise, ajudamos a expandir o crédito”, diz o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
De acordo com o economista, à frente do banco desde 2007, o valor foi puxado por algumas ações emergenciais, como a liberação de capital de giro para empresas (algo que o banco tradicionalmente não faz) e a criação de linhas de financiamento para a produção e compra de máquinas e equipamentos a praticamente juro zero.
Mas o desempenho não deverá se repetir em 2010, diz Luciano Coutinho, que prevê, no próximo ano, liberar R$ 126 bilhões.
“De forma gradual, os bancos e o mercado financeiro voltarão a assumir o papel de financiar empresas que tivemos que ter na crise. Em 2010, será investimento na veia. Reassumiremos o papel clássico de financiar o crescimento da capacidade de produção do país, acompanhando o aumento da demanda, eliminando pressões inflacionárias”.
Segundo a teoria econômica, quando a demanda de um país por bens e serviços é maior que a sua capacidade produtiva, gera-se pressão inflacionária; assim, investir na capacidade de produção garante expansão sustentada.
O desembolso a pequenas e médias empresas cresceu 24%, abaixo do ritmo geral do banco.
Descartando o efeito do empréstimo à Petrobras, que levou R$ 25 bilhões do BNDES, as pequenas e médias ficam ligeiramente acima da média geral, que cresceu 21%, de R$ 92,2 para R$ 113,2 bilhões.

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