Elisabeth Valeiko deveria priorizar as 322.921 pessoas que passam fome em Manaus

Apesar do convite formulado pela coordenação do Comitê de Apoio ao Agronegócio da FIEAM/FAEA à presidente do Fundo Manaus Solidária (FMS), Elisabeth Valeiko, para comparecer ao evento que discutiu o “Desperdício de alimentos e a Fome” no Amazonas, e logicamente em Manaus, a primeira-dama não foi, nem mandou representante. Outro convidado, que também não compareceu, foi o titular da SEMASDH, Elias Emanuel. Na reunião, que aconteceu dia 19 passado, no auditório da FIEAM, a coordenação do Comitê ratificou que o convite foi enviado, recebido, e até houve a confirmação da presença, no mínimo de um representante, mas nem isso aconteceu. Deve até ter justificativa, mas não aceito nenhuma, pois nem indicar representante para debater e encontrar caminhos para tirar da pobreza 322.921 pessoas que passam fome em Manaus é, no meu ponto de vista, inaceitável, um gigantesco descaso que precisa ser corrigido imediatamente. Essas 322.921 pessoas que estão na extrema pobreza na capital estão vivendo com menos R$ 85,00 por mês, menos de R$ 3,00 por dia. Essas 322.921 pessoas querem, em primeiro lugar, COMER, depois vem a saúde, educação, segurança, asfalto e transporte coletivo de qualidade. Acabar com a fome dessas pessoas é prioridade da prioridade, não existe outra pauta mais urgente para o Fundo Manaus Solidária – FMS. A equipe que trabalha nas cozinhas comunitárias administradas pela Prefeitura de Manaus, comandada pela amiga, guerreira e determinada Marília Ribeiro sabe o que estou dizendo, pois sente na pele, diariamente, o drama vivido por essas pessoas que procuram esse equipamento público de segurança alimentar e nutricional para fazer pelo menos uma refeição diária. E todos sabem que uma boa alimentação melhora a saúde e facilita o aprendizado das crianças.

95 toneladas vão parar no lixo
Mostrei no auditório da FIEAM, logo no início da reunião, matérias recentes do Jornal do Commercio e do Diário do Amazonas que, comprovam, com imagens, que 95 toneladas de alimentos das quarenta feiras de Manaus são jogadas no lixo diariamente. Em seguida, o professor Carlos Henrique, da UNINORTE, acompanhado de seus alunos, mostrou, com fortes argumentos e também com imagens, que é possível reciclar expressiva parte dessas 95 toneladas que são desperdiçadas diariamente. Esse projeto da UNINORTE, que já foi apresentado na Assembleia Legislativa, na Comissão presidida pelo deputado Luiz Castro, mostra que é possível reciclar, é simples de se fazer, e que os alimentos em perfeito estado podem ser direcionados às 322.921 pessoas que passam fome na capital. Isso tudo foi mostrado no auditório da FIEAM, por esse motivo cobro e lamento a ausência da primeira-dama e do titular da SEMASDH. Que bom seria ter tido também a presença do David Almeida, Amazonino, Artur, Rotta e Bisneto. É impossível não se sensibilizar com as matérias do Diário e do JC, com o belo trabalho da UNINORTE e com os objetivos, resultados e a estrutura disponível do Programa Mesa Brasil/SESC/AM. Tanto que a empresa “Açaí Tupã”, presente à FIEAM, doou, no dia seguinte, 1,2 mil quilos de polpas de açaí, goiaba e cupuaçu ao Mesa Brasil. Até as cozinhas comunitárias administradas pelo Artur, Rotta, Elisabeth Valeiko, Bisneto e Elias Emanuel receberam essas polpas. Será que eles sabem disso? Acho que não, mas mesmo assim seus programas sociais foram beneficiados.

Por onde a Elisabeth Valeiko (FMS) deveria começar?
Deveria entrar em contato com o Comitê da FIEAM/FAEA pedindo para articular encontro com a UNINORTE, MESA BRASIL/SESC/AM e o Sindicato dos Feirantes. Para esse encontro, a primeira-dama deveria obrigar a presença da SEMASDH, da ex-SEMPAB (que conhece a realidade das feiras) e da guerreira equipe das Cozinhas Comunitárias. De forma bem objetiva, e copiando o arranjo idealizado e colocado em prática pela UNINORTE, o FMS bancaria a estrutura física (carros) e de pessoal para coletar os alimentos nas 40 feiras de Manaus (com apoio e orientação da Uninorte). Esses alimentos seriam direcionados imediatamente para o Balneário do SESC, onde o Programa Mesa Brasil tem uma boa e estratégica estrutura (leva o nome do meu pai) que reúne todas as condições para ser o local da reciclagem (alimentação humana e animal/ração) e, em seguida, destinar, prioritariamente, às cozinhas comunitárias da prefeitura de Manaus e, o que exceder, para os demais programas sociais da capital. É bom registrar que as ações do programa MESA BRASIL/SESC/AM são filantrópicas, e certamente não terá custo para a Prefeitura de Manaus. O MESA BRASIL é, no meu ponto de vista, o programa mais social que o SESC executa no Brasil. É parceiro do PAA operado pela Conab em nível nacional, sem cobrar nada por isso. Se a primeira-dama adotar essa atitude entrará para a história da segurança alimentar e nutricional do Amazonas. O FMS também deveria procurar o MDS para fazer a adesão ao PAA MUNICIPAL, atitude já adotada por Manacapuru. Espero que isso aconteça! É urgente! É a fome de 322.921 pessoas que precisa acabar! Esses números são do cadastro único do Governo Federal, e foram confirmados pela SEAS no auditório da FIEAM.

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