Editorial: Expansão e perspectivas de lucro social da ZFM no outro lado do rio

Não se muda costumes nem se prepara uma população para novos hábitos e costumes em pouco tempo

Não se muda costumes nem se prepara uma população para novos hábitos e costumes em pouco tempo. São necessários tempo e esforço para preparar pessoas para assumir novos papéis sociais advindos de etapas inovadoras do progresso. É o caso da influência da ponte Rio Negro sobre as populações dos municípios diretamente atingidos por ela.
Se antes essas populações viveram da exploração dos recursos próprios dos seus municípios e de um fluxo turístico de baixo impacto oriundo de Manaus, mantendo apenas pequenas atividades comerciais e de serviços, após a ponte passaram a enfrentar uma demanda anormal com multiplicação do número de visitantes e possíveis investidores.
O “outro lado do rio” deixou de ser uma opção sazonal para se tornar a primeira opção dos fins de semana dos moradores de Manaus, levando com isso a uma superpopulação flutuante, demandando uma gama variada de serviços desde a simples alimentação à aquisição de bens de consumo e até propriedades.
Uma etapa que infelizmente não foi prevista pelos administradores públicos, e se o foi, não mereceu deles a devida atenção no sentido da preparação das cidades e suas populações para a etapa de recepção da nova realidade e a consequente absorção dos seus hábitos, costumes e necessidades, donde certamente lhe adviriam bons lucros.
Hoje, a expansão econômica da Zona Franca acena com perspectivas amplas de progresso econômico e social para aquela região que, no entanto, está começando essa nova etapa tateando às cegas ante o volume de perspectivas que se abrem.

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