Editorial – Deputados cobram medida para baratear passagens aéreas

Os deputados estaduais do Amazonas querem abrir a caixa-preta da aviação regional, que consegue vender passagens aéreas aos municípios amazonenses por preço muito superior aos das passagens para outros Estados ou mesmo ao exterior. O problema é sério, porque o transporte aéreo no Amazonas, ligando Manaus aos municípios do interior, sempre foi um serviço dos ricos, com poder aquisitivo para pagar os altos valores cobrados pelas empresas de aviação local por uma vaga em seus aviões.

Por pura falta de concorrência, as empresas de aviação regional não fazem promoções, prestam um serviço de má qualidade e transportam os passageiros com altas taxas de risco. Também são poucos os municípios atendidos com voos regulares, pois faltam demanda e infraestrutura aeroportuárias na maioria deles. Desta forma, os voos se tornam caros e à população só resta recorre aos barcos regionais, em viagens pelos rios que chegam a durar semanas.

Para reduzir o preço das passagens aéreas regionais, os deputados querem que o governo do Estado reduza o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) do querosene de aviação para as pequenas empresas de táxi-aéreo que atendem ao interior. Seria uma medida importante para encurtar as enormes distâncias que separam as cidades amazonenses, uma vez que permitiria maior acesso das pessoas às viagens aéreas.

No entanto, essa redução deve ser repassada aos passageiros, numa política das próprias empresas para incrementar a lotação dos seus aviões e tornar as viagens mais baratas e em maior número. Enquanto o preço das passagens aéreas estiver nas alturas, o serviço continuará servindo apenas uma minoria privilegiada, que consegue pagar para realizar em poucas horas uma viagem que, de barco, pode durar até uma semana.

Se os deputados conseguiram reduzir o preço das passagens aéreas regionais a um patamar razoável, é possível que o transporte sobre o Amazonas atinja outro patamar, com passagens baratas e promoções regulares, como ocorre com as companhias nacionais, sem levá-las a falência.

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