Dólar tem forte queda e fecha cotado a R$ 1,723

A inquietude do mercado com o episódio Dubai teve um forte desconto na jornada de ontem, empurrando o dólar para baixo tanto no mercado doméstico quanto internacional. Boas notícias da economia europeia e asiática também ajudaram na queda das taxas de câmbio. Assim, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,723, em queda de 1,76%, nas últimas operações de terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,748 e R$ 1,723. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,830, em um recuo de 1,61%.
“O mercado andou um pouco estressado por esses dias, por conta do caso de Dubai, tanto que na segunda-feira, alguns se aproveitaram disso para influenciar a Ptax (taxa média de câmbio). Mas ontem as Bolsas europeias fecharam lá em cima, teve a produção industrial da China, o Japão mostrou dinheiro para segurar o iene. Quer dizer, teve um conjunto de fatores que ajudou o mercado a voltar um pouco ao normal”, disse Ideaki Iha, da mesa de operações da corretora Fair.
“A tendência para a moeda é de baixa. A questão é que o mercado vem respeitando alguns patamares, como aquele preço de R$ 1,70, por causa da expectativa de que o governo pode soltar mais medidas (que afetam o câmbio), principalmente depois daquela taxação pelo IOF. Quer dizer, nesse mês, a taxa deve oscilar entre R$ 1,72 e R$ 1,75”.
Entre as principais notícias do dia, o banco central japonês anunciou uma linha de 10 trilhões de ienes (US$ 115 bilhões) para evitar uma nova recessão. O destaque, no entanto, fica por conta da China: a empresa de pesquisa Markit, baseada em dados do banco HSBC, registrou uma expansão histórica do setor manufatureiro local. Na Europa, a taxa de desemprego na zona do euro ficou estável entre outubro e setembro (9,8%). O BC brasileiro promoveu seu habitual leilão de compra de moeda às 14h50 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,7258 (taxa de corte).
No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou inflação de 0,26% em novembro, pela leitura do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal).

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