Dólar quebra sequencia de perdas e fecha a R$1,778

A taxa de câmbio brasileira subiu com força ontem, principalmente após o horário de almoço, retomando uma boa parcela da desvalorização acumulada nas últimas seis sessões. Em um dia praticamente esvaziado de indicadores econômicos mais fortes, alguns poucos números da economia americana tiveram influência suficiente para azedar o humor dos agentes de mercado.
O preço do dólar começou o dia praticamente estável em relação a ontem e cedeu ao longo de toda a manhã. As cotações somente subiram no início da tarde, atingindo o pico muito perto do encerramento das operações.
O Banco Central quase esperou até o fim dos negóciospara ir às compras. O leilão diário de compra foi realizado às 15h39 (hora de Brasília), aceitando ofertas por R$ 1,7702 (taxa de corte), justamente na margem superior dos preços.
Dessa forma, o dólar comercial encerrou o dia sendo vendido por R$ 1,778, em um avanço de 1,31% sobre o fechamento de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,777 e R$ 1,755. Na casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,880, em alta de 1,07% sobre o fechamento de ontem. Na primeira metade do expediente, a notícia de que o PIB (Produto Interno Bruto) teve crescimento nulo no último trimestre do ano passado frustrou muitos analistas, num momento em que a economia europeia é o foco das preocupações. À tarde, a retração brusca da concessão de crédito nos EUA (queda de 5,6% em fevereiro) deu mais força para aquela parcela dos agentes do mercado que já puxava as cotações.
“O mercado esperava um deficit em torno de US$ 7 bilhões e veio mais de US$ 11 bilhões. Hoje o dia foi um pouco fraco de notícias, e quando saiu essa informação, acho que muito investidor desanimou”, comenta Glauber Romano, profissional da mesa de operações da corretora Intercam.

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