Deputado federal joga duro contra descontrole das ONGs no país

É vergonhoso na opinião deputado federal, Ronaldo Leite (PHS), uma nação não ter controle sobre sua área territorial. Daí, segundo o parlamentar, o motivo das ONGs (Organizações Não Governamentais) estarem agindo livremente, principalmente na Amazônia. Dados extra-oficiais dão conta de que são mais de 300 mil entidades na Amazônia e 100 mil no Amazonas.
O deputado, que foi um dos participantes da audiência pública realizada na Assembléia Legislativa para discutir a atuação das Ongs, as manifestações internacionais de interesse na Amazônia e mecanismos de proteção e desenvolvimento na região, disse que se faz necessário ter um controle rigoroso sobre a atuação dessas entidades, inclusive estabelecer regras para que possam atuar.
Ronaldo Leite disse que vai fazer um requerimento direcionado a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para que se posicione sobre o assunto, pois se faz necessário ficar atentos sobre a atuação de algumas ONGs, cuja maioria está em busca de biopirataria e também de minérios.
O deputado lamentou que nenhum órgão oficial brasileiro tenha um levantamento de quantas ONGs existem no país, muito menos no Estado do Amazonas. “Não oficialmente são mais de 300 mil na região, mas com certeza esse número seja bem superior”, acredita o deputado.
O representante da Ufam (Universidade do Estado do Amazonas), Ademir Ramos, disse que o Estado brasileiro tem sido omisso na Amazônia, e que não está, inclusive, equipado para operar na região. Ele denunciou que grandes empresas brasileiras estão criando ONGs para burlar o Fisco. “Essas organizações se multiplicaram muito, inclusive nas regiões indígenas pela ausência do Estado”, disse o professor ressaltando que os índios se organizaram, se mobilizaram em função de agentes financeiros internacionais para captação de recursos e viabilizar projetos na região”, assinalou Ademir.
Na opinião de Ramos é preciso refletir sobre a natureza jurídica e social das ONGs que se expandiram a partir das década de 1990 até os dias atuais. Segundo ele, essas organizações são variantes no sentido de vícios, porque no decorrer dos anos elas foram também servindo de instrumentos para o Estado, que se valeu de seus serviços para justificar ações que ele não faz. “Um exemplo clássico disso é no campo da saúde indígena, onde o descaso público é imoral, cujas comunidades findam sendo cuidadas pelas ONGs”, assegurou Ramos.
O representante da Arquidiocese de Manaus, padre Guilherme Cardona, também comunga da opinião de que tem que haver um controle para saber quem realmente está fazendo um trabalho sério na região. Ele disse que existem missionários que estão comprometidos com serviços de saúde junto às comunidades ribeirinhas da Amazônia, enquanto outros estão de olho nas riquezas da fauna e flora amazônica. Cardona defende que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) identifique quem realmente está trabalhando de forma séria.
“É bom detectar quais realmente são as ONGs, porque existem associações que estão prestando pequenos serviços em algumas zonas da cidade com recursos do governo, apenas com interesses políticos”, assinalou o padre.

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