Em estudo disponibilizado pelo Banco Mundial constatara este que ” O Brasil gasta muito e gasta mal”, destacando-se a extrema desigualdade socioeconômica fruto da ineficiência e do péssimo redirecionamento da carga tributária, onde os ricos são sempre os beneficiados como resultado final. Longe de corrigir este desafio, os políticos o ignoram e, ainda, se voltam para seus interesses pessoais, até porque nunca se esqueceram das urnas. Esperar que se venha ter um remédio para o uso eficiente do dinheiro público (nosso) será morrer na sarjeta. Por outro lado, já estamos sentindo o clima de pré-campanha eleitoral, onde certos “políticos” e outros intrusos começam a vender promessas, esquecendo-se das verdadeiras responsabilidades inerentes aos cargos que objetivam pleitear. Viveremos um período de escolhas onde prováveis candidatos à presidência deixam muitos a desejar; uns por estarem aproveitando a oportunidade do momento, outros por serem velhas raposas e outro por ser populista, vendedor de ilusões que embora condenado se alia à luta para desmoralizar a Lava-Jato, a maior operação anticorrupção já deflagrada neste Brasil. E, dentro deste oportunismo que o mercado oferece tentam comprar a alma do incauto e miserável eleitor, abusando de sua boa-fé, ao prometer o que nunca cumpriram nos últimos dezesseis anos , notadamente os integrantes do Congresso Nacional, muitos dos quais já sabem que não serão reeleitos, tanto que se dedicam a votar emendas mediante liberação de verbas, o que bem demonstra o descaso para com os interesses do povo e da Nação. Por isso, somos um País de tristes recordações, cujo passado e presente muito nos envergonha.

Tanto isto é verdade, que o País tem hoje três ex-governadores do Rio de Janeiro presos, os quais dilapidaram os cofres do Estado e, ainda, debocham do povo. Todos sabemos que quase sempre o poder corrompe, mas desviar dinheiro destinado à saúde, à educação e à segurança pública é ato repugnante que fere de morte o mais insensível ser humano. Esqueceram que o mandato fora outorgado pelo povo para servir a Nação e que pertence ao eleitor, única fonte de legitimação da democracia. A força do marketing político não pode vender a imagem de “santo” para criminosos e ladrões dos cofres públicos, muito menos para condenados, mormente quando estes lançam ódio a quem não integra sua conhecida “patota”. Vivemos um momento grave dentro do estado democrático de direito, cabendo-nos denunciar ao povo o radicalismo que tampa o véu do vitimismo dos que desejam se beneficiar da torpeza de seus atos. Também inadmissível a reação da classe política, face às decisões de primeiro grau que lhe são contrárias, como se estivessem acima da lei, em busca da impunidade. Em Nações mais avançadas qualquer reação à manifestação de qualquer Corte enseja multas pesadas e demais sanções; sendo incabível a atual rebeldia dos integrantes do Congresso, mais parecendo a lastimável e deplorável prática do conhecido “espírito de corpo”. Mas o que esperar de um País atingido pela corrupção, interesses escusos e desvios de dinheiro público fora e dentro da classe política, tudo a ferir a própria democracia? Se pretendem afastar a Polícia Federal das investigações ou desvalorizar a importância do MP ou, ainda, ofuscar a magistratura praticam manifestação eivada de irresponsabilidade, sendo intoleráveis, cabendo à sociedade e às instituições “vocacionar um Brasil livre das amarras do banditismo generalizado que golpeia as fundações da sociedade civil organizada” como leciona o Des. Aposentado Laercio Laurelli, in Conjur de 25.11.2017.

Como ingressaremos num ano eleitoral onde a mentira e a verdade deverão balizar a capacidade do eleitor cuja maturidade o conduzirá a separar o joio do trigo, espera-se que todos saibam afastar as paixões, escolhendo os dignos de caráter e conduta ilibada, relembrando sempre as sábias palavras de Eça de Queiroz, “Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão”.

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