Cristina Kirchner é eleita presidente em primeiro turno

Com mais de 96,39% das urnas apuradas, a senadora e primeira-dama Cristina possui 44,9% dos votos, contra 23% da centro-esquerdista Elisa Carrió e 16,9% do ex-ministro da Economia Roberto Lavagna.

De acordo com as leis eleitorais argentinas, ela precisaria de 40% dos votos e uma vantagem de 10% sobre o segundo colocado, ou 45% dos votos, para ser eleita no primeiro turno. “Quero convocar todos sem rancores, sem ódios. Nós merecemos um país melhor”, disse a simpatizantes a vencedora, chamada por muitos de “Hillary Clinton argentina”.

Os vestidos da senadora e suas bolsas também provocam comparações com Evita Perón, outra primeira-dama argentina com influência política e na moda. A senadora rejeita tais comparações. “Eu não quero ser comparada com Hillary ou com Evita”, diz ela.

O próximo mandato presidencial na Argentina começa no dia 10 de dezembro. Os principais desafios da próxima administração deverão ser econômicos, já que será necessário enfrentar a inflação e a crise energética, consideradas produtos das políticas de Néstor Kirchner.

A crise energética influi na produção, nos preços e pode frear o desenvolvimento e cres-cimento econômico. Além da economia, outro problema grave é a corrupção, conside-rada endêmica na Argentina.

Cristina também terá de trabalhar para manter o equilíbrio entre a aliança estratégica com a Venezuela e a melhora na relação com os EUA, como prometeu a senadora.

Grande parte da popularidade de Cristina se deve ao seu marido, que assumiu em 2003 um país que lutava para se recuperar da grave recessão econômica e da crise política.
O crescimento, sustentá-vel, previsto para 2007 na Argen-tina é de 8%, bem acima dos países vizinhos. Nos quatro anos da administração atual, o desemprego caiu de cerca de 25% para próximo a 8%.

A proporção da população vivendo abaixo da linha de pobreza, foi de 53%, quando Kirchner assumiu, para cerca de 26% atualmente. As indústrias argentinas hoje funcionam no limite de suas capacidades, dado o consumo impulsionado pelas políticas do atual governo.

Kirchner também fomentou políticas de direitos humanos, investindo nos julgamentos dos militares -e até de um capelão- envolvidos em crimes durante a ditadura e realizou reformas na Suprema Corte do país.

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