Criação de emprego deve ser recorde

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que dados preliminares do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicam recorde na geração de empregos para um mês de janeiro. O número deve superar, portanto, os 142 mil postos em janeiro de 2008. O ministro preferiu não precisar os números do mês passado.
“Neste início de ano está bombando. Certamente vai superar 100 mil. No ano passado, para se ter uma ideia, foram 100 mil negativos. Recuperamos mais do que o dobro no ano passado”, afirmou.

Para o ano, segundo Lupi, o Brasil deve dobrar as vagas formais criadas em 2009, alcançando 2 milhões de empregos. A estimativa supera, inclusive, as previsões do ministro Guido Mantega (Fazenda) feitas nesta semana, de cerca de 1,6 milhão.

Questionado sobre as previsões do colega de ministério, Lupi disse que Mantega sempre é mais conservador em suas estimativas.
“Eu sempre ganho com minhas apostas em relação a ele. No ano passado, ele (Mantega) dizia que não chegaria a meio milhão e chegou a um milhão”, afirmou. Em 2009 foram 995 mil vagas com carteira assinada criadas no país.
“Neste ano ele fala em 1.6 milhão, mas eu aumento essa previsão”, desafiou.

O ministro participaou na sexta-feira, do lançamento do PlanSeq (Plano Setorial de Qualificação Profissional do Carnaval), que vai oferecer 5.000 vagas para formação de mão de obra ligada às atividades do Carnaval, na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro.

Empregos formais

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou também que o Brasil deverá terminar 2010 com saldo de 1,5 milhão de empregos formais gerados -resultado das contratações excluindo as demissões-, contra quase 1 milhão criados no ano passado.
Ele reforçou, para plateia de empresários em São Paulo, que a massa salarial e o crédito têm garantido o dinamismo do mercado.

Durante palestra no encontro do Lide – Grupo de Líderes Empresariais, Mantega propôs um pacto para manter o crescimento da economia durante o ano eleitoral e pediu para os empresários não caírem no “canto da sereia”. “Não há riscos para o Brasil”, afirmou. Ele reforçou a projeção de crescimento para a economia do Brasil neste ano. “Superamos rapidamente a crise e, para 2010, a taxa de crescimento do PIB ficará entre 5% e 5,5%”, afirmou.
Ele lembrou que há analistas que já falam em crescimento de até 6,5% para este ano.

Redução do IPI

O ministro voltou a reafirmar que o país está crescendo e já não precisa de estímulos tributários para segurar a demanda interna.
“Nós julgamos que era o momento de deixar os subsídios se extinguirem de acordo com o cronograma que estava estabelecido. Mesmo porque havia também muita notícia de aquecimento da economia e começou a haver uma certa euforia, talvez exagerada do meu ponto de vista”, afirmou.

Na coluna semanal do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva explicou porque decidiu não prorrogar o corte de IPI para a linha branca, que terminou no último domingo. “Considerando os sinais claros de recuperação da economia, decidimos não renovar mais as reduções de IPI, uma vez que os nossos objetivos foram alcançados”.

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