Conjuntura aponta para queda da Selic

Não é segredo que a economia brasileira, mesmo antes da redução da taxa de juros pelo FED, não vinha sofrendo duramente os efeitos da crise externa, muito embora as contas externas tivessem registrado reduções expressivas nos fluxos de capitais para o país em agosto.

Caíram os novos recursos para investimentos em ações e títulos do Brasil e para a inversão direta em filiais de empresas estrangeiras. Em outros tempos isto bastaria para provocar uma retração da econômica: o menor fluxo de recursos externos causaria uma desvalorização da moeda e o receio de que isso se traduzisse em maior inflação levaria o Banco Central a aumentar a taxa de juros.
O menor crescimento seria uma conseqüência inexorável desse processo. Nada disso ocorreu e com a ação do Banco Central norte-americano, que reduziu a taxa de juros em 0,5 pontos percentuais, torna-se mais longínqua essa possibilidade. O Brasil não está imune à crise internacional, mas está mais forte graças ao saldo comercial e à acumulação de reservas, o que permite a defesa de sua economia.

Um grave empecilho se coloca para a trajetória de continuidade do crescimento econômico brasileiro para além do corrente ano: a perspectiva de que o Banco Central venha a paralisar a redução da taxa básica de juros como decorrência de sua avaliação de que o crescimento da economia já elevou o grau de utilização da capacidade para níveis perigosos em termos de controle inflacionário. Em uma medida não desprezível essa tese caiu diante da evidência que os novos dados de utilização de capacidade da CNI (Confederação Nacional da Indústria) ensejam.

Segundo a instituição, o grau médio de utilização da capacidade instalada na indústria foi de 82,3% em agosto com ajuste sazonal, um índice um pouco menor do que os 82,4% referente a julho. Notar que o índice de agosto é similar ao de abril desse ano, o que significa dizer que há quatro meses não há aumento nesse indicador.
Sem dúvida, a tendência do grau de utilização foi de aumento, comparado à grande capacidade ociosa gerada pelo fraco desempenho econômico dos anos 2005/2006.

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