Comprar com equilíbrio evita prejuízos

Considerado como o segundo melhor dia para o setor de vendas (perdendo apenas para o Natal) o Dia das Mães, comemorado neste domingo (11), leva milhares de consumidores às compras, movimentando o comércio local, que deve faturar R$ 119 milhões com a data, segundo pesquisa da CDL Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus). Para evitar gastos excessivos e acúmulo de dívidas, o Corecon-Am (Conselho Regional de Economia do Amazonas) orienta os consumidores a manterem o equilíbrio nas despesas, visto que o principal vilão da data é a falta de planejamento.

Conhecendo limites
De acordo com o economista e presidente do Corecon-AM, Marcus Evangelista, o primeiro item a ser observado é o orçamento doméstico. O especialista lembra que, ao analisar sua real capacidade financeira, o consumidor saberá qual o limite disponível para novos gastos. “O consumidor deve conhecer seus limites, pensando em outras despesas, pagando o que for essencial e depois deixando o disponível para o presente. Se este limite for de R$ 200, este deve ser respeitado. Os compromissos devem ser honrados”, conta.
Compartilhando do mesmo pensamento, o educador financeiro da DSOP (organização dedicada à disseminação da educação financeira no Brasil e no mundo), Sílvio Bianchi dá dicas para se pensar as despesas e sanear dívidas futuras. Segundo Bianchi, o primeiro passo para evitar dores de cabeça é conhecer as próprias necessidades e situação financeira em que se encontra. “Para conhecer sua situação financeira, é preciso responder às seguintes perguntas: Quanto é minha receita líquida? Quanto somam as despesas fixas (luz, água, telefone, aluguel, condomínio, escola, alimentação, etc.)? Quanto somam as parcelas mensais já contraídas (crediário, compra do carro, compra da casa, outros empréstimos e o total da fatura do cartão de crédito)? Depois de descontar essas despesas e parcelas, sobra algo? Tenho uma reserva para despesas emergenciais?”.

Armadilhas
Uma das preocupações do economista é o marketing agressivo e massivo, de forte impacto junto ao consumidor, que influenciado pelas campanhas publicitárias gasta mais do que tem. As armadilhas vão de vendas casadas, compras parceladas, que disfarçam os juros embutidos e facilidade de crédito, que dá a falsa sensação de poder econômico. “Infelizmente temos uma cultura que induz ao consumo, desde criança somos levados a acreditar que temos que gastar em algumas datas. Se vamos gastar, devemos planejar. Sabemos que é uma vez por ano, mas não poupamos para a data”, resume.
A facilidade de crédito é elencada como uma das maiores armadilhas para o consumidor ávido por compras a prazo. Usando do livre mercado, algumas lojas abrem crediários próprios e sem limite de crédito, levando consumidores a acumularem dívidas exorbitantes. “Considero, aderir a vários crediários a um tiro no pé. Algumas pessoas têm na carteira dez cartões de crédito ou crediários, que somados chegam a R$ 10 mil, sendo que o salário desta pessoa é de R$ 1 mil. O resultado é uma bola de endividamento que cresce cada vez mais”, fecha o economista.
Educação financeira
A falta de planejamento é causada por carência de educação financeira, que ensine a economizar, cortar gastos, poupar e acumular dinheiro, melhorando a qualidade de vida, proporcionando a segurança material necessária e ao mesmo tempo obtendo uma garantia para eventuais imprevistos. Segundo Evangelista, algumas ações já estão sendo pensadas para aplicar a educação financeira de forma efetiva.
“A disciplina será incluída na grade curricular das escolas públicas no ensino médio em 2015. Esperamos que com isso, alguns aspectos sejam corrigidos”, ressalta.
A iniciativa, parte do projeto Educação Financeira nas Escolas, conta com a parceria da Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação e Cultura) e o Grupo de Apoio Pedagógico do Conef (Comitê Nacional de Educação Financeira).

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