Como ser mais feliz: a psicologia positiva de Seligman

Percorreu-se um longo caminho de pesquisas para, finalmente, se encontrar as bases da psicologia positiva. Os chamados psicólogos humanistas — Abraham Maslow, Carl Rogers, Eric From, Carl Jung —   elaboraram vários estudos chegando a um conjunto de práticas para o melhoramento da felicidade humana; embora no que concerne às evidências científicas fracassaram, pois, suas conclusões foram baseadas em relatos isolados; diferente dos psicólogos positivistas, como Martin Seligman, cujo  trabalho fora realizado com as ferramentas da metodologia científica .

O grande achado desses pesquisadores foi mudar o foco dos estudos que antes eram baseados no processo de como as enfermidades mentais surgiam , e nunca como poderiam ser resolvidas, por exemplo, as análises seriam realizadas nas perspectivas futuras e não mais nas perspectivas passadas.

Martir Seligman conseguiu unir dois ingredientes, antes jamais pensados num  mesmo recipiente, o rigor dos testes científicos e as teorias de autoajuda, em outras palavras, trouxe a ciência da felicidade para realidade do dia a dia, somente que desta vez com respaldo científico. No seu livro,  lançado no Brasil em 2002 pela Editora Autêntica, “Felicidade Autêntica” no qual aborda a resposta para está questão: o que as pessoas fazem para ser felizes? Outra obra, analogamente, lançada nestas terras “Aprenda a ser otimista” (Editora Nova Era 1991) nas 415 páginas há conselhos práticos para a mudança do comportamento pessimista para o otimista, o autor, relata através de histórias as vantagens de ser uma pessoa otimista nas muitas situações da vida.  

Os pilares da psicologia de Seligman estão ligados primeiro as virtudes como coragem, sabedoria, justiça, temperamento, humanidade e transcendência; e segundo as funções cognitivas, emocionais, relacionais e cívicas . O argumento mais combativo da psicologia positiva consiste no treinamento da mente para o desenvolvimento dos pontos fortes existentes em cada um de nós. Mediante o foco voltado nestes pilares é possível uma felicidade, sob vários aspectos da existência, a respeito disso recomenda o pai da psicologia positiva que cada um deveria  esforçar-se para a construção de valores humanos tais como emoções positivas, compromissos nas atividades, bons relacionamentos, propósitos nobres e realizações de tarefas, em seu proveito próprio.

Um fato ocorrido, certo dia, viria a mudar totalmente a sua forma comportamental, sua filha de 6 anos corria pelo recinto aos gritos e sorrisos, os quais tiravam a concentração do psicólogo que nesta época era presidente da Associação Americana de Psicologia (APA), ele se descontrolou e a repreendeu tomado pela fúria — neste instante recebeu a lição que viria a ser um divisor de águas na sua existência — ela simplesmente expressou sua incontrolável vontade de gritar e chorar devido à repreensão, contudo, ela não era mais um bebê, e controlaria o choro — argumentou —e disse que ele deveria fazer o mesmo controlando o seu mau humor, as palavras de sua filha foram impactantes, certamente, o dito popular “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” lhe caia muito bem, mas, felizmente, a partir de então ele corrigiu este comportamento.

Martin Seligman consolidou os conhecimentos, de como ser mais feliz, existentes na filosofia dos  filósofos gregos — e também dos ocidentais e orientais —, no senso comum propagado ao longo das gerações, nas verdades universais dos dogmas  das principais religiões, nos livros dos escritores de autoajuda — é certo tornando mais coesa as verdades universais contidas neles — em tese, um dos grandes méritos de Seligman; embora negue qualquer relação com os livros deste gênero, ao folheá-los, certamente, haverá uma semelhança incontestável com autores como Dale Carnegie, Joseph Murphy, Og Mandino, Norman Vicent Peale e  Napoleon Hill com as teorias dos psicólogos positivistas.

Não obstante, os fundamentos da psicologia positiva se sobressaem, justamente, pelos rigores dos testes científicos empregados para a constatação dessas verdades universais aí reside à pedra angular da ciência da felicidade. De modo geral, a afirmação de que a felicidade exige esforço, trabalho, dedicação, em contraste com as afirmações contrárias, muitas vezes expostas por alguns gurus da autoajuda, certamente, seria a arma bélica mais poderosa; ambos os pensamentos seriam inconciliáveis dentro do contexto da realidade, pois, a felicidade é construída com ações, jamais com pensamentos, ou seja, para ser feliz não basta apenas pensar é preciso agir.

*Faber Num é cronista, ensaísta e poeta
 

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