Com ajuda do Zona Franca Verde, extrativismo é solução, diz Adjuto

O retorno do extrativismo aos seringais do Amazonas, através do programa Zona Franca Verde, mais precisamente nas regiões do Alto Juruá, Purus e Madeira está sendo considerado como mais uma realidade na ponta do crescimento econômico que o Estado vem apresentando nos últimos anos.
Além do governo estadual, o extrativismo da borracha, agora, tem o apoio das prefeituras municipais e imenso suporte de consumo do produto com a instalação de uma fábrica de pneus por empresários chineses, em Manaus, na projeção de 300 toneladas/mês e, em pleno funcionamento, uma fábrica de preservativos no município de Iranduba.
Para o deputado Adjuto Afonso (PP), o retorno aos seringais dos trabalhadores que coletam o látex na floresta amazônica vai beneficiar milhares de famílias naquelas regiões, que hoje sobrevivem de pequenas culturas e extração da madeira, depredando lagos e florestas ou ainda fazem parte do êxodo rural para Manaus. “Essa nova perspectiva de vida está provocando o retorno dessas famílias às suas origens, entusiasmadas com a garantia de compra de sua produção”, disse.
Segundo o deputado, o preço da borracha alcança, hoje, a média de R$ 3 a R$ 3,50 o quilograma com o comprometimento do governo estadual em absorver a produção. Antes, sem qualquer incentivo, a borracha extraída em pequena quantidade era vendida para o Pará ou para o Acre a um preço irrisório, o que foi mais um motivo para o abandono dos seringais.

Ciclo da
borracha

O ciclo da borracha constitui uma parte importante da história econômica e social do Brasil. Este ciclo teve seu centro na região amazônica, proporcionando grande expansão da colonização, atraindo riquezas e causando transformações culturais e sociais, além de dar grande impulso às cidades de Manaus e Belém.
No mesmo período, foi criado o Território do Acre, atual Estado do Acre, cuja área foi adquirida da Bolívia por meio de uma compra por dois milhõesde libras esterlinas, em 1903. O ciclo da borracha viveu seu auge entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevivência entre 1942 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial (1939/1945).
Como exemplo, o deputado Adjuto Afonso adiantou que no município de Pauini, sua terra natal, a primeira remessa de borracha nos últimos dias alcançou sete toneladas. Foram pagos R$ 15 mil, sendo o maior beneficiado o produtor rural. “Se fizermos isso em todas as calhas de rios, onde a produção de borracha outrora foi muito grande, com certeza daqui a 10 ou 15 anos vamos ter o retorno de muitas famílias que vieram para a capital em busca de melhores condições de vida”, afirmou, acreditando que os seringueiros sempre foram, de fato, os melhores guardiões da floresta e fronteiras amazônicas.

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