29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

CNI cobra ações para evitar valorização excessiva do real

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O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro, apresentou na terça-feira uma carta com reivindicações do setor para este e o próximo governo.

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro, apresentou na terça-feira uma carta com reivindicações do setor para este e o próximo governo. A carta da indústria, que será entregue aos candidatos à Presidência da República no ano que vem, pede, entre outras coisas, a desoneração de investimentos e o aperfeiçoamento do câmbio para evitar apreciação excessiva do real.
“O próximo ano é desafiante. O Brasil está saindo da crise, existem oportunidades, mas a economia internacional ainda se recupera de forma lenta e incerta. O tempo político tem que se ajustar com mais rapidez às pressões do tempo econômico’’, afirmou Monteiro, durante a apresentação do documento.

Aumento da competitividade

De acordo com a carta, a principal preocupação no curto prazo é o aumento da competitividade da indústria brasileira. Para isso, o setor pede a redução dos custos para captação de dinheiro, redução dos “spreads’’ bancários (diferença entre o que o banco paga para obter o dinheiro e o quanto cobra para emprestar), priorização de investimentos públicos em infraestrutura e controle dos gastos correntes.
Para o próximo governo, a indústria pede avanço em reformas como a tributária e da Previdência, aumento dos investimentos em educação, desburocratização do setor público e a celebração de acordos comerciais que ampliem o acesso da indústria brasileira a outros mercados.
“A existência de eleições em 2010 é uma oportunidade para que o Brasil se concentre no que é essencial para crescer mais e melhor. Novo governo não significa a destruição dos ativos desenvolvidos pelo anterior’’, completou.

Cotação do dólar

O presidente da CNI disse que a cotação mínima do dólar para remunerar os custos do exportador brasileiro seria de R$ 2,30. Segundo Monteiro, com o câmbio no patamar atual, a tendência é que as empresas brasileiras percam mercado no exterior.
“Não há dúvida de que essa taxa de câmbio atual não remunera o setor exportador. Não vemos um câmbio que pudesse ser inferior a R$ 2,30 para que o setor pudesse ser minimamente remunerado’’, afirmou.
Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) citou um estudo da consultoria Goldman Sachs que apresentava o patamar de R$ 2,60 como valor de equilíbrio para o Brasil. Monteiro disse esperar que o governo anuncie em breve medidas para ajudar o setor exportador. Segundo ele, o ministro Mantega convocou uma reunião com empresários para a próxima quarta-feira.

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