Ciello deve trabalhar com bandeira de cartões aura do BNP Paribas

A Cielo, que era credenciadora de estabelecimentos comerciais exclusiva da Visa, mas desde o dia 1º de julho trabalha com as bandeiras MasterCard e American Express, vai começar também a aceitar a bandeira Aura, que pertence à financeira Cetelem, do grupo francês BNP Paribas. Segundo o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, o objeto da empresa depois de mais de 10 anos de um contrato exclusivo com a Visa é ampliar o leque de clientes e fechar negócios também com bandeiras menores. “Já temos as três maiores do país.”
Mello conta que mal dormiu na noite de 31 de junho para 1º de julho, data que marcou a transição do mercado de cartões brasileiro para um ambiente sem exclusividade entre bandeiras e credenciadoras. A Cielo queria deixar tudo pronto para o comércio poder aceitar a bandeira MasterCard e a Amex já nos primeiros negócios do dia. Segundo ele, as operações superaram as expectativas, tanto em número de transações nos terminais com cartões de outras bandeiras, quanto na falta de problemas nas operações. “Todas as transações, de débito e crédito, foram processadas”, disse o presidente da Cielo ontem à noite em um evento da revista Exame, que elegeu as melhores e maiores empresas do País. De acordo com Mello, a empresa não vai divulgar números de operações neste primeiro momento.
A Cielo tem 1,7 milhão de estabelecimentos comerciais cadastrados. Já a Aura dá mais um passo para ampliar sua rede de aceitação no país. A bandeira da Cetelem já usa a rede da Redecard, graças a um acordo firmado em novembro de 2008. Um dos mais famosos emissores da bandeira é o site de comércio eletrônico Submarino, mas redes como Kalunga e Fast Shop também emitem.
A Redecard, principal credenciadora da MasterCard, divulgou que suas maquininhas fizeram no primeiro dia sem exclusividade 264 mil transações com a bandeira Visa. Na Cielo e na Redecard os lojistas não precisaram trocar os terminais. Basta fazer a primeira transação que a máquina já fica habilitada a aceitar o plástico da outra bandeira.

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