Ciee e Fundação Roberto Marinho lançam programa Aprendiz Legal

Iniciativa busca maior adesão de empresas em Manaus, onde já foram empregados 900 jovens em diversas áreas de atuação, resultado de lei federal.

Uma parceria entre o Ciee (Centro de Integração Empresa Escola) e a Fundação Roberto Marinho resultou no lançamento, ontem, do programa “Aprendiz Legal”, que busca a capacitação profissional e a inserção de jovens e adultos no mercado de trabalho. Existente em outras localidades brasileiras, o projeto é fruto da lei federal 1.097/2000, que cria oportunidade de emprego em diversas áreas de atuação profissional. Somente em Manaus aproximadamente 900 pessoas já foram empregadas.
O público-alvo do programa são jovens de 14 a 24 anos de idade dispostos a ingressar no mercado de trabalho. Um dos principais objetivos é garantir oportunidade de emprego para os de baixa renda, que costumam ter prioridade no processo de seleção. Outra meta é aumentar o número de pessoas capacitadas na região Norte, por intermédio de capacitação profissional realizada pelo próprio Ciee ou pelas empresas envolvidas.
Dividido em quatro vertentes, o programa pretende qualificar jovens em práticas bancárias, vendas, tele-serviços e como auxiliar administrativo. De acordo com o gerente regional do Ciee, Sérgio Alencar da Silva, a parte teórica dessa qualificação é feita pela própria entidade, enquanto a prática é orientada pelas empresas. “O Aprendiz Legal não é um simples programa de estágio. Nele os participantes recebem um expressivo treinamento, e as empresas têm um papel importante nisso”, falou.
Sérgio disse que o Ciee recebe o cadastro dos interessados e o disponibiliza para as empresas, e são elas que convocam os jovens para o trabalho. É responsabilidade da empresa decidir também a forma de pagamento do salário, que pode ser mínimo fixo ou por hora.

Projeto oferece primeira oportunidade de trabalho em grandes companhias

Após ser convocado, o aluno entra no processo de qualificação. “Uma vez por semana o aprendiz recebe treinamento no Ciee, e nos outros quatro dias trabalha na empresa”, explicou o gerente regional do centro.
A aprendiz Jemiffer Karol Rodrigues, 19, é uma das beneficiadas pelo projeto. Há seis meses, ela e mais 50 jovens trabalham na Nokia como auxiliares administrativos. Cursando o terceiro período da faculdade de Letras, Jemiffer explicou que o trabalho está sendo extremamente importante na sua formação.
“Com o programa já aprendi muito sobre postura profissional e até conhecimentos técnicos de administração”. A aprendiz contou que já fez três cursos através do programa: introdução e oficinas de tra­balho, informática básica e auxiliar administrativo.
Jemiffer disse que o Aprendiz Legal lhe deu uma oportunidade única, de ingressar, sem experiência, no mercado de trabalho em uma empresa de grande porte. “Essa foi a oportunidade que encontrei para ao primeiro emprego. Aqui o trabalho é tranquilo e aprendo bastante. Como cumpro apenas quatro horas de trabalho, posso me dedicar à faculdade sem me prejudicar”. A jovem recebe um salário mínimo por mês da empresa.
Apesar de ser operacionalizado pelo Ciee, o programa teve sua metodologia toda desenvolvida pela Fundação Roberto Marinho, que é parceira no projeto por intermédio de um acordo de cooperação. “Eles que definiram a forma como selecionamos os aprendizes e confeccionaram todo o material didático do programa. Essa parceria é um sucesso e está dando oportunidade a milhares de jovens em várias regiões do país”, disse Sérgio Alencar.
Além do Norte, as demais regiões brasileiras já contam com esse programa, e o objetivo é ampliá-lo. Em Manaus, o próximo passo é selecionar novas empresas que receberão estes jovens. “Cerca de 100 instituições já trabalham com a gente, mas o convite está feito para que outras também possam aderir e dispor das vantagens oferecidas”, lembrou. A empresa inscrita no programa goza de redução em seus encargos. O FGTS, por exemplo, cai para 2%, e o INSS fica em 1%.
Aquelas interessadas po­dem entrar em contato com­ o Ciee pelos números 2101-4269 ou 2101-4273 ou por e-mail ([email protected] esp.org.br). Os jovens que quiserem se tornar a

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