Chico Preto fala sobre a privatização da Cosama

De posse de um edital datado de 07 de abril de 2000, que trata da venda das ações, patrimônio e concessão da Cosama (Companhia de Saneamento do Amazonas) no governo de Amazonino Mendes, o deputado Marco Antonio Chico Preto (PMDB) lembrou que o processo à época passou como um furacão pela Câmara Municipal de Manaus para aprovação do “pacote” de venda. O edital foi aprovado e a empresa vendida por R$ 208 milhões.
De acordo com Chico Preto, desse total nenhum centavo sequer foi aplicado na compra de uma simples conexão para o sistema de água na capital e interior do Estado, tomando o dinheiro arrecadado pela venda um rumo incerto e não sabido até os dias de hoje.
Vereador à época e, segundo ele, um dos únicos que votaram contra a proposta, explicou Chico Preto que a Cosama, patrimônio do Estado, foi vendida por decisão do próprio governo estadual, mas o “pacote” (patrimônio, ações e concessão) por 20, 30 ou 45 anos tinha que ter a autorização da Câmara Municipal de Manaus. Lembrou que muitas privatizações no país deram certo, como a da telefonia, que propicia hoje a 140 milhões de brasileiros um telefone celular, melhor e maior acesso às linhas particulares. A privatização da Cosama, no entanto, foi um verdadeiro desastre para o povo do Amazonas. No que diz respeito ao que deveria ser feito com os recursos provenientes da venda, disse o deputado que, em primeiro plano, seria colocado em prática um programa mínimo de investimento no abastecimento de água e esgotamento sanitário para alguns municípios do Estado, a remuneração da Prefeitura de Manaus pela outorga da concessão, bem como a realização de outros investimentos considerados prioritários pelo Estado. “Isso virou uma lenda, com o sumiço do dinheiro arrecadado”, afirmou.
Para compensar tantas perdas -adiantou o parlamentar- no governo Eduardo Braga o Estado conseguiu um empréstimo que corresponde a igual valor e está fazendo esse investimento. “Um dinheiro que o Estado vai ter que pagar e o da venda da Cosama era um dinheiro nosso, do povo que clamava à época por investimentos no setor e não houve”, disse, acrescentando que o governo de Amazonino Mendes priorizou o pagamento da Paranapanema, da Mendes Júnior, da Andrade Gutierrez e do Banco Factor deixando de lado os problemas da população. “Faço justiça, dizendo que o governo estadual também pagou a Prefeitura de Manaus em 10 milhões de reais, por ter parte no patrimônio da Cosama”. Em defesa do governo de Amazonino Mendes, o deputado Liberman Moreno (PHS) disse que Chico Preto estava equivocado, observando que da Cosama foi vendido apenas a concessão e não o patrimônio da empresa. Afirmou Liberman que essas denúncias poderiam ter sido feitas no momento em que Eduardo Braga assumiu o governo estadual e não agora, quando se aproximam as eleições.

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