Chávez quer romper domínio do FMI

Em seu giro pela América do Sul, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, “abriu a carteira” para estimular sua influência regional, buscando romper o domínio do FMI (Fundo Monetário Internacional) na área, de acordo com artigo publicado na edição desta quinta-feira do jornal britânico “The Guardian”.
“O líder socialista prometeu comprar até US$ 1 bilhão de títulos da dívida argentinos e de ajudar a financiar uma usina de gás com US$ 400 milhões, fortalecendo sua reputação como um benfeitor da recuperação econômica de Buenos Aires”, disse o jornal.
Isto coloca Chávez como “o homem que ajudou um aliado orgulhoso a se recuperar de um crash econômico em 2002”, que ameaçou deixar a Argentina “à mercê de organizações como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, ambos amplamente desprezados na América Latina como instrumentos da dominação Ocidental”. A mais recente injeção de dinheiro de Chávez é um lembrete para a primeira-dama argentina, Cristina Kirchner, que deseja suceder o marido no cargo, de que ela também deve a Caracas se conquistar a Presidência nas eleições de outubro, diz o artigo.
“Alguns críticos dizem que o primeiro casal simplesmente trocou um mestre, o FMI, por um mais controvertido e radical”, segundo o “Guardian”.
Joaquín Morales Solá, um colunista do diário argentino “La Nación”, citado no artigo do jornal britânico, disse que a Argentina é agora “dependente de Chávez”.
“Críticos na Bolívia, no Equador e na Nicarágua fizeram acusações semelhantes contra seus próprios governos”, segundo o “Guardian”.
O artigo é concluído com a opinião de Michael Shifter, do instituto de pesquisa Inter-American Dialogue, ouvido pelo jornal. Segundo o “Guardian”, Shifter acredita que há dúvidas sobre o quanto de suas promessas Chávez pode cumprir e há sinais de que países como a Argentina, guiada pelo pragmatismo, buscam expandir e diversificar suas relações políticas e econômicas.

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