Cassol e Expedito Júnior denunciados ao STF

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, apresentou ontem denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra o governador de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), e o senador Expedito Júnior (PR-RO) por compra de votos.
A denúncia inclui outras 11 pessoas, entre delegados e agentes da Polícia Civil do Estado, que também foram acusadas de formação de quadrilha e coação de testemunhas.
De acordo com o procurador-geral, os denunciados compraram votos de quase 1.000 eleitores por R$ 100 cada. O esquema beneficiaria as candidaturas de Cassol e Expedito Júnior nas eleições do ano passado.
De acordo com a investigação, dois dos denunciados procuraram funcionários da empresa Rocha Vigilância e ofereceram dinheiro para que vigilantes votassem em Cassol, Expedito Júnior e Val Ferreira, mulher do senador. O valor era depositado nas contas bancárias dos vigilantes.
“As campanhas dos três candidatos estavam fortemente ligadas, a ponto de Expedito Júnior ser o principal financiador de Val Ferreira, e de não haver distinção entre os colaboradores contratados para as campanhas de Ivo [Cassol] e Expedito”, explicou o procurador na denúncia.
Coação
Segundo a denúncia, além de comprar votos, Cassol se utilizou do cargo de governador para tentar impedir investigação sobre corrupção eleitoral. O procurador relata na denúncia que Cassol determinou instauração de inquérito policial que resultou em um “verdadeiro instrumento de coação às testemunhas” do crime. Já os policiais civis passaram a intimidar testemunhas com ameaças veladas.
“A investigação estadual foi instaurada com o claro intuito de criar fatos novos relacionados aos delitos eleitorais, mediante manipulação de provas e intimidação de testemunhas, a fim de beneficiar os candidatos envolvidos na compra de votos”, revelou o procurador-geral da República.

Desqualificar a investigação

Afirma o procurador na denúncia que toda a farsa foi executada a mando do governador Ivo Cassol, que se utilizou do aparato da segurança do Estado de Rondônia para tentar desqualificar a investigação dos crimes eleitorais imputados a ele e a seu grupo político. Segundo a assessoria do senador, Expedido Júnior vai se posicionar ainda hoje sobre a denúncia. De acordo com a assessoria de Cassol, o governador está em reunião e não pôde comentar o assunto.
Expedito Júnior já teve o mandato cassado por decisão do TRE-RO (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia também por compra de votos. O senador recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que concedeu liminar permitindo que ele permaneça no cargo até o julgamento final do recurso contra a decisão do TRE-RO.

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