14 de maio de 2021

Como trabalhar a carreira profissional?
O ambiente empresarial atual, de muitas organizações, apresenta boas doses de imprevisibilidade, o que por sua vez interfere na forma do relacionamento entre o empregador e o empregado.
As organizações de ambientes imprevisíveis necessitam de muita rapidez, por isso não conseguem garantir aos colaboradores emprego fixo e vitalício. Elas focam seus esforços para se manterem no mercado e com isso garantem um número de postos de trabalho. Todavia esses postos podem apresentar uma enorme ruptura funcional com os postos anteriores.

Então, o discurso das organizações para com os colaboradores, ao invés de emprego para toda a vida, é a oportunidade de aprendizado que o colaborador terá. O que supostamente lhe garantirá um grau de empregabilidade. Uma maneira diferente de dizer que em tempos de redução de custos o colaborador poderá perder o emprego na organização atual, e supostamente poderá se empregar em outra, que de seus serviços necessite. Assim quanto mais coisas souber fazer mais chances de se empregar.

As organizações agem assim, pela necessidade de novos talentos para as novas funções, acreditando que isso diminua seus custos de um novo recrutamento e de uma nova seleção. O que no primeiro instante de fato acontece. Todavia, como o profissional não tem o devido talento para a função requerida, o desempenho passa a ser abaixo do mínimo esperado e os custos por essa inadequação se tornam cada vez maiores.

Por outro lado, o funcionário pensa que, aprendendo uma nova atividade terá a garantia de empregabilidade em qualquer outra organização. Mas ele se esquece de levar em consideração que irá competir, nessa função, com alguém que possui um talento alinhado para o desempenho da mesma. E isso faz uma enorme diferença em resultados, como se tem acompanhado. Apesar de, o currículo ficar “interessante” e demonstrar “flexibilidade” e experiências diversas, não garante resultados substanciais. E põem o colaborador em uma corrida estressante pela busca de novas experiências desconectadas com seus talentos.

Um caminho mais plausível é o do autodescobrimento, ele revela o verdadeiro talento e em cima deste, tanto empregador como empregado devem trabalhar o acumulo das novas experiências. Assim o profissional terá uma carreira saudável. A autodescoberta é um processo longo e contínuo. Porém é por intermédio dessa busca que o profissional descobre e mapeia seus pontos fracos, lidando com eles para que interfiram o menos possível em suas atividades. Por outro lado, maximizam os pontos fortes, para que sirvam de verdadeiros polos de energia e propulsão em suas carreiras.

Exemplos cotidianos podem reforçar o conceito exposto, principalmente no caso em que os profissionais que possuem uma maior variedade de experiência são promovidos para os degraus superiores e perdem completamente o seu desempenho.

Um dos papéis dos grandes gerentes é garantir que essa ilusão não aconteça nem por parte da organização, que supostamente economiza e nem por parte do colaborador que pensa garantir sua empregabilidade. Um grande gerente descobre uma função em que possa encaixar o talento do funcionário a ponto de maximizar o seu desempenho, ao invés, de tentar incutir nele a falsa ideia de empregabilidade. Como visto nem organização e nem colaboradores ganham com essa busca.

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