Candidatura de Parati chega à etapa final

O prefeito de Paraty/RJ, José Carlos Porto Neto, entregou na segunda-feira (10) ao presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico), Luiz Fernando de Almeida, a versão final do dossiê de candidatura da cidade ao título de Patrimônio da Humanidade. O novo documento, intitulado Rota do Ouro em Paraty e sua paisagem sofreu as alterações sugeridas pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Agora, cresce a expectativa pelo reconhecimento mundial.
“Desde 1983, Paraty tenta obter o título da Unesco. Em 2003, foi feita uma tentativa, que depois de revisada gerou o documento atual, resultado de um estudo mais aprofundado. Buscamos esse título como um selo de qualidade para a cidade, que hoje vive exclusivamente de turismo”, comentou José Porto.
O dossiê, depois de analisado também pelo Iphan/ Ministério da Cultura, será enviado ao Ministério das Relações Exteriores. Por meio do Itamaraty, o governo brasileiro encaminhará o documento para avaliação final do Centro de Patrimônio Mundial e votação no Comitê de Patrimônio Mundial, da Unesco. A tentativa, neste momento, é que a candidatura seja apreciada em 2008.
Luiz Fernando de Almeida ressaltou que o Brasil é candidato a uma vaga no Comitê da Unesco, cuja eleição será em outubro próximo.
“Assim como Paraty, que todos desejamos ver reconhecida como patrimônio mundial, o Brasil tem outras contribuições importantes para dar à leitura do desenvolvimento cultural da humanidade, que a Lista do Patrimônio Mundial pretende fazer. Temos outros exemplos singulares e únicos no mundo da nossa cultura diversa, e devemos contribuir com a nossa visão latino-americana, para a atualização constante dos conceitos de patrimônio cultural e suas formas de gestão”, destacou José Porto.
O texto do dossiê de Paraty foi revisado pelo Iphan e os mapas foram melhor detalhados para ilustrar a relação entre a vila colonial e a paisagem natural, que é excepcional –composta, de um lado pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina e de outro pela APA (Área de Proteção Ambiental) do Cairuçu.

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