19 de abril de 2021

Brasileiras apostam em intercâmbio e abrem empresa no país dos cangurus

O negócio começou ­dentro de casa. Durante um ano as sócias dedicaram-se às pesquisas sobre o ramo, fizeram treinamento com o governo australiano, e a partir de 2006 é que começaram a recrutar estudantes.

Há três anos elas decidiram abrir um pequeno negócio na terra dos cangurus. Criaram a ASA (Australian Studies Advice), uma agência de intercâmbio que apóia estudantes brasileiros e de outros países, como França, Espanha, Alemanha, Irã, Paquistão, Hungria, Polônia Índia, Portugal, Colômbia, Venezuela, Chile, Peru.
O mercado de intercâmbio está em franca expansão. Nos últimos cinco anos, o Brasil vem ocupando o quarto lugar no ranking dos países que mais ‘exportam’ estudantes, sendo responsável por 32% dos jovens que estudam ou trabalham fora, atrás apenas de Japão, Espanha e Alemanha, segundo pesquisa realizada pela Association of Language Travel Organizations, maior entidade de empresas de intercâmbio do mundo. Em 2006, mais de 70 mil brasileiros deixaram o país em programas de intercâmbio.
Foi de olho neste mercado que a paulista Carla Cardoso e a sócia gaúcha Karina Mills criaram a ASA com o objetivo “de compreender as expectativas e sonhos dos estudantes internacionais, atendendo às suas necessidades, para encontrar o curso ideal, na cidade certa, com um atendimento personalizado”.
Elas moram na Austrália há cerca de sete anos. Carla é formada em magistério no Brasil. Trabalhou como organizadora e promotora de eventos em São Paulo. Já na Austrália graduou-se como técnica em administração.
Já Karina tem a formação de técnica em couro no Brasil e trabalhou na área administrativa do Sebrae no Rio Grande do Sul. Na Austrália, ela fez graduação técnica em administração e tem certificado em informação da tecnologia. Ambas concluíram o treinamento oferecido pelo governo australiano, juntamente com a organização AEI (Austrália Education International), chamado Pier Online Education Agent Training Course.
As duas escolheram a Austrália porque sabiam que poderiam estudar e trabalhar ao mesmo tempo. “Na Austrália todo o estudante estrangeiro tem o direito legal de trabalhar 20 horas semanais durante o período de aula e, durante o período de férias, pode trabalhar tempo integral se desejar”, disse Karina.

Faltou
suporte

As dificuldades no início quase fizeram as duas desistirem. Com pouco suporte das agências que contrataram para levá-las ao país, elas tiveram que recorrer à ajuda de amigos e até mesmo desconhecidos para conseguirem se estabilizar na cidade de Gold Coast, no Estado de Queensland, localizado no nordeste do país.
Com a experiência adquirida, as duas decidiram montar a agência. “Sempre quis ter o meu próprio negócio, provavelmente uma herança do Sebrae”, disse Karina. O negócio começou dentro de casa. Durante um ano as sócias dedicaram-se mais às pesquisas sobre o ramo de trabalho, fizeram o treinamento com o governo australiano, e a partir do início de 2006 é que começaram a recrutar estudantes.
Atualmente a empresa possui o escritório no bairro de Surfers Paradise e outro em Brisbane, capital de Queensland. No Brasil, a ASA possui dois representantes, um em Florianópolis (SC) e outro em Lauro de Freitas, na Bahia. Trabalham com elas mais cinco funcionários.

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