14 de abril de 2021

Brasil ganha centro de referência em geofísica

Com recursos da Finep, no valor total de R$ 2,6 milhões, o Observatório Nacional inaugurou na última terça-feira, 14, em seu campus no RJ, prédio que tornará a instituição referência mundial na área de geofísica

Com recursos da Finep, no valor total de R$ 2,6 milhões, o Observatório Nacional inaugurou na última terça-feira, 14, em seu campus no RJ, prédio que tornará a instituição referência mundial na área de geofísica.
Durante a solenidade, que contou com a presença do ministro Sergio Rezende, o atual diretor do Observatório Nacional, Sérgio Fontes, foi reconduzido para um novo mandato de quatro anos.
O Centro Internacional de Pesquisas em Geofísica funciona no novo prédio, que leva o nome do pesquisador Lélio Gama, um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada).
Sérgio Fontes disse que graças a investimentos da Finep e da Petrobras, o Observatório Nacional passa a ter equipamentos de ponta para concluir projetos como a Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil e o pool de Equipamentos Geofísicos do Brasil, entre outros projetos.
O processo de implantação da rede sismográfica está sendo iniciado. Ao longo do ano, a expectativa é instalar em áreas militares, para que haja proteção dos equipamentos, pelo menos cinco ou seis estações equipadas com sismógrafos. No total, serão 11 estações em todo o país. A rede vai monitorar os tremores de terra no Sul e Sudeste brasileiros, que concentra a maior parte da população, visando atender também à questão de segurança das pessoas. A rede tem custo de R$ 6,1 milhões, financiado pela Petrobras.
“Ainda não é possível, infelizmente, a gente prever com exatidão a ocorrência de um terremoto. O que se pode fazer é saber as regiões onde eles ocorrem com mais certeza”, disse Fontes. Ele acrescentou que no futuro, com o avanço das pesquisas e mais equipamentos instalados, esses fenômenos poderão ser previstos. “Os dados sismológicos poderão permitir avanços no conhecimento geológico da crosta terrestre no território brasileiro, ajudando a entender a evolução das bacias sedi­mentares, por exemplo”, explicou Fontes.
O pool de Equipamentos Geofísicos do Brasil, por sua vez, vai atender às pesquisas do próprio Observatório Nacional e de universidades de todo o país. O projeto está funcionando em caráter preliminar e deverá entrar em operação oficial dentro de três meses.

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