Brasil e Argélia destravam comércio

As exportações brasileiras de produtos de frango termoprocessados (cozidos) para Argélia devem deslanchar nos próximos meses. Representantes do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Ubabef (União Brasileira de Avicultura), Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) e empresas participaram, em Argel, de uma audiência na Divisão de Serviços Veterinários do Ministério da Agricultura do país árabe para solucionar um impasse burocrático que impedia os embarques.
De acordo com o gerente das Relações com o Mercado da Ubabef, Adriano Zerbini, as autoridades brasileiras fizeram uma interpretação demasiadamente restrita, diferente das autoridades argelinas, no que se refere à habilitação de frigoríficos para exportações à Argélia.
“O governo brasileiro afirmava que só poderia liberar a exportação após a inspeção e aprovação da unidade produtora pelas autoridades argelinas, que, por sua vez, respondiam que não fariam a inspeção, pois entendiam que as unidades produtoras certificadas pelo governo brasileiro para a lista geral [de frigoríficos aprovados pelo Mapa para exportação] estariam automaticamente habilitadas”, explicou Zerbini.
Segundo ele, a embaixada brasileira em Argel enviou comunicado para oficializar e esclarecer o impasse e para que o governo argelino solicite formalmente a lista de empresas habilitadas pelo Mapa e que produzem nos moldes do abate halal. “O Ministério das Relações Exteriores da Argélia fará também um documento para oficializar o impasse burocrático que impedia as exportações”, destacou.
O secretário geral da Câmara de Comercio Árabe Brasileira, Michel Alaby, acompanhou a reunião e disse que “já existe uma certificação aprovada desde 2002, que está em vigência desde 2008, mas ainda há uma pendência para exportação, que é a questão da aprovação da lista dos abatedouros brasileiros”. “Depois dessa reunião, acredito que o Brasil poderá finalmente começar a avançar nas exportações de frango processado para a Argélia”, afirmou Alaby.
Ele acrescentou que a Argélia vai licitar a operação de três abatedouros para processar carne de boi e ovina com capacidade para 40 mil toneladas por ano. Os representantes do ministério pediram também algum intercâmbio de informações científicas no âmbito veterinário e nas áreas avícola e bovina.

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