Bolsas caem, ainda sob efeito do temor sobre crédito de risco

Com o relativo bom humor em Wall Street, no entanto, as quedas foram menos drásticas. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,56%, com 6.109,30 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 0,66%, fechando com 5.442,72 pontos; e a Bolsa de Milão encerrou o dia em baixa de 0,64%, ficando com 30.597 pontos. A exceção do dia foi a Bolsa de Frankfurt, que teve ligeiro ganho de 0,28% e fechou com 7.445,90 pontos.
Os mercados europeus, no entanto, registraram perdas menores que as observadas nos últimos dias, com o movimento relativamente positivo em Nova York ontem.
O Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões do Fed, o BC americano), que realiza as intervenções do Fed no mercado financeiro, liberou mais US$ 7 bilhões ontem, levando o total já disponibilizado pelo banco a US$ 71 bilhões, com as intervenções desde quinta-feira.

As tensões em Nova York também foram ligeiramente atenuadas, além da intervenção do Fed, pela divulgação de um aumento de apenas 0,1% nos preços ao consumidor nos EUA em julho. O dado serviu como sinal para investidores e economistas de que a inflação no país está sob controle e que o Fed poderia vir a reduzir sua taxa de juros (5,25% ao ano) em breve.
A tensão sobre a crise no mercado de hipotecas, no entanto, prossegue. Hoje, as Bolsas asiáticas, que vinham se mantendo relativamente afastadas da crise, sentiram o impacto: a Bolsa de Tóquio fechou em queda de 2,19%, chegando a 16.475,61 pontos, menor resultado final para um pregão desde 8 de dezembro. A Bolsa de Hong Kong caiu 2,87%, fechando com 21.375,72 pontos no índice Hang Seng.

FED faz nova intervenção

O FED (Federal Reserve, o BC americano) disponibilizou ontem mais US$ 7 bilhões para o sistema bancário americano, a fim de manter a liquidez das instituições bancárias americanas.
Pela manhã, o Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões do Fed), que realiza as operações do banco central no mercado, havia anunciado que uma nova intervenção seria necessária para atender as “necessidades elevadas” do sistema bancário.
Devido a um problema técnico do banco, a operação, que devia ter sido realizada às 10h30 (em Brasília), chegou a ser adiada, mas foi efetuada logo depois.

Com a intervenção de hoje, o banco já colocou à disposição do sistema US$ 71 bilhões desde quinta-feira passada, quando o banco francês BNP Paribas suspendeu resgates em três fundos, alegando incerteza quanto aos efeitos sobre os investimentos dos fundos da crise no mercado de hipotecas de risco nos Estados Unidos.
O BCE (Banco Central Europeu) também já disponibilizou mais de 228 bilhões de euros para evitar uma corrida aos bancos e uma crise de liquidez.
Já o Banco do Japão retirou hoje outros US$ 17,2 bilhões do mercado, depois de já ter retirado os US$ 13,5 bilhões que havia introduzido desde sexta-feira.

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