Apesar do crescimento no número de startups no Brasil — hoje há cerca de 10 mil —, não faltam investimentos para pequenas empresas. É o que afirma Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Coutinho participou do seminário “Investimentos em tecnologia, inovação e economia criativa: construindo startups de classe mundial”, evento realizado pelo banco de fomento em parceria com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo.
“O problema das startups não é falta de dinheiro. O investimento só precisa ser bem alocado. Há muito potencial, mas a dificuldade está na comunicação e ligação entre os empreendedores”, destaca Coutinho.
Neste ano, o BNDES já investiu R$ 700 milhões em fundos de capital semente — para jovens empresas.
Francisco Jardim, fundador do SP Ventures, concorda com Coutinho e acrescenta que também há carência de gestores preparados para “colocar esse dinheiro para trabalhar”— segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 49% das empresas fecham as portas por problemas financeiros de gestão.

Cenário Propício
Na avaliação de Jardim, no entanto, o cenário econômico nunca foi tão propício para as startups. “Os desafios são vencer a escassez de mão de obra qualificada e a concorrência globalizada.
Hoje, você lança um produto e rapidamente um concorrente aparece não só no Brasil, como no exterior”, considera o executivo.
Não efetuar atividades básicas do dia a dia empresarial, como fazer café e atender uma ligação, é a maior distância entre o empreendedor e o seu sucesso, segundo Maria Angélica Garcia, diretora da Aceleratech.
“Muitos gestores de startups acham que vão ter dinheiro rápido e sair em revistas. Ser empreendedor é colocar a mão na massa. É abdicar de coisas básicas para economizar, como deixar de jantar em um restaurante japonês”, detalha.

Parceria com concorrentes
A startup Wiki4fit, de aplicativos para academias, soube aproveitar bem a acirrada concorrência do mercado.
No lugar de disputar com as empresas, Fabiana Rocha decidiu fazer exatamente o contrário: firmar parcerias.
“Somos pequenos, com força limitada, inicialmente, e precisamos fechar acordos para crescer e aprimorar nossos serviços”, defende Fabiana, que vislumbra levar seu aplicativo para o exterior.
Segundo Fabiana, que é professora de educação física, a oportunidade de negócio veio a partir da sua própria necessidade.
“Não vi nada no mercado que fazia com que a academia fosse um ambiente mais agradável para os alunos”, explica.
Criada este ano, a Wiki4fit deve fechar 2014 com faturamento de R$ 2 milhões.

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