BC lança nova família de notas em tamanhos diferentes

O Banco Central lançou ontem a segunda família de cédulas do real. As novas notas mantiveram as mesmas cores das antigas e os mesmos animais. O tamanhos serão diferentes, a de R$ 2 é a menor, a de R$ 5 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro.

A frente da cédula, porém, está visualmente mais limpa, mantido o símbolo da república. A cédula ganhou, do lado direito, uma faixa com o valor da nota escrito e, do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal -a nota de R$ 100, por exemplo, que tem uma garoupa verso, ganhou na frente figuras que remetem ao mar.

No verso, as figuras de animais foram modificadas e estão agora na horizontal. A nota de R$ 50, por exemplo, traz a mesma figura da onça pintada, agora deitada sobre uma pedra.
As notas ganharam também novos itens de segurança. As notas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular já no primeiro semestre.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as mudanças nas cédulas foram feitas por segurança contra falsificação e para acompanhar a tendência de outros países. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reforçou a necessidade de atualização tecnológico e disse que, apesar das mudanças, foram preservadas as características das cédulas.

A troca das cédulas antigas pelas novas, segundo Meirelles será feita “naturalmente”, de acordo com o desgaste das primeiras. “As duas famílias -a velha e a nova-, vão conviver. Não é necessário que a população vá ao banco trocar as notas”, afirmou Meirelles.
“A mudança é necessária porque temos que emitir cédulas que sejam mais seguras, que possam evitar procedimentos de falsificação que podem ocorrer com cédulas mais simples”, afirmou Mantega. “Estamos emitindo cédulas de ultima geração que são compatíveis com as mais modernas do mundo, como o euro e o dólar”.

O presidente do BC afirmou que as novas notas de R$ 50 e R$ 100 serão as primeiras a circular, no primeiro semestre. “Quando o real foi introduzido, em 1994, isso foi feito de uma forma rápida, portanto o projeto de consolidação e emissão de uma moeda agora com características de longo prazo é natural”, afirmou Meirelles.

Custo será 28% a mais

A impressão das novas moedas de real custará entre 25% e 28% a mais, de acordo com o Banco Central. Isso significa que o custo anual poderá subir dos atuais R$ 300 milhões para R$ 384 milhões.
Por outro lado, a expectativa é que as novas notas -com itens de segurança mais modernos e tamanhos diferentes- dificulte a vida dos falsificadores, diminuindo os gastos por conta de fraudes. Em 2009, o prejuízo por conta de falsificações somou R$ 23,5 milhões.

Entre as mudanças para aumentar a segurança está maior tonalidade na marca d’água, que poderá ser colorida. Além disso, a marca d’água trará o animal de cada nota, como já ocorre nas notas de R$ 2 e R$ 20. Outra diferença é que o registro coincidente visto no contraluz formará o número que corresponde ao valor de cada nota.

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