Basf investe R$ 7,9 milhões em laboratório

O vice-presidente de produtos para agricultura para a América Latina da Basf, Walter Dissinger, disse que o Brasil é a China da agricultura. A afirmação foi feita ontem à tarde, durante a inauguração do laboratório global de estudos ambientais e segurança alimentar da empresa em Guaratinguetá, no interior de São Paulo.

A Basf investiu 3,15 milhões de euros (R$ 7,98 milhões) na implantação do laboratório, que será o primeiro específico de uma empresa na América Latina destinado à realização de estudos ambientais. Com o investimento, a Basf ampliará sua capacidade de realizar pesquisas sobre estudos de resíduos para fins de registro tanto nos EUA como na Europa.

A gerente do laboratório global da companhia, Carla Speling, explica que a escolha do Brasil se deve à sua posição estratégica na ­América Latina. Ela afirmou que o Brasil é um dos países mais exigentes em termo de estudos para registro dos ­ingredientes ativos utilizados na fabricação de defensivos agrícolas.

“As exigências brasileiras são semelhantes às dos europeus. O Brasil é o único país que pede estudo de solo. Segundo ela, com o laboratório, que já conta com a aprovação de certificações internacionais, será possível aprofundar os estudos de análises de resíduos que a empresa já vem desenvolvendo. O resultado destas pesquisas poderá será exportado para as demais unidades da companhia em outros países.

Uma das vantagens de realizar os estudos de análise de resíduos é que o agricultor terá à disposição um pacote com uma gama de defensivos que já contam com os estudos de tolerância para o mercado europeu, afirma a pesquisadora. Segundo ela, a Basf deve trabalhar com cerca de 30 ingredientes ativos para o bloco europeu.

O vice-presidente mundial para a divisão de segurança de produtos agrícolas da Basf, Juergen Oldewene, a agricultura é um desafio e a empresa nunca interrompeu os desenvolvimentos em pesquisa e desenvolvimento, especialmente porque crê no potencial do mercado brasileiro.

O orçamento mundial da companhia para pesquisa em agroquímicos neste ano supera a marca de 300 milhões de ­euros. O laboratório deverá complementar os investimentos em pesquisa já realizados pela companhia.

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