Ativos estrangeiros chegam forte

Com a pandemia de coronavírus trazendo mais incerteza e volatilidade para o mercado, vários especialistas passaram a sugerir que os investidores diversificassem suas carteiras com ativos estrangeiros. Se antes essa diversificação era difícil para clientes do varejo, hoje ela está mais fácil, com o surgimento de corretoras especializadas em facilitar o investimento no exterior e a mudança nas regras para se aplicar em BDRs (papéis negociados no Brasil que espelham ações estrangeiras). Porém, para investidores profissionais, as opções vão muito além disso. Uma das novidades mais recentes para esse público é a chegada de um fundo de investimento em imóveis nos Estados Unidos.

O produto foi trazido para o Brasil pela empresa norte-americana de private equity Participant Capital e está disponível na Guide Investimentos. O fundo investe na construção de empreendimentos como hotéis, prédios e clínicas de saúde. Para se aplicar nele, porém, o investidor precisa ser profissional, ou seja: ter R$ 10 milhões em ativos financeiros ou ter essa qualificação reconhecida pela CVM.

Nesse novo produto, o investidor não ganha com o aluguel daquele imóvel, mas sim com a venda. Por isso, a liquidez do produto é baixa e a sugestão é que o aplicador fique com o produto em sua carteira por pelo menos cinco anos, o tempo do empreendimento ficar pronto, afirma Paula Maccari, executiva de distribuição da Participant Capital. O prazo de resgate é D+360. Isso significa que, caso o investidor queira vender sua cota, isso pode demorar quase um ano.

Segundo a executiva, o fundo rendeu, no ano passado, 13,9% nos Estados Unidos. A expectativa é que ele tenha um rendimento de 12% a 13% ao ano aqui no Brasil.

“Ele é um produto interessante para o investidor brasileiro como forma de diversificação, como uma estratégia para fugir do risco-país, das incertezas políticas e econômicas que há no Brasil. Não falamos para a pessoa colocar todo o dinheiro lá, mas para diversificar”, afirma Bruna Maccari, também executiva de distribuição da Participant.

Segundo as executivas, os empreendimentos do fundo ficam localizados em lugares da faixa sul dos Estados Unidos, como Miami, que tem recebido uma migração de pessoas nos últimos tempos, especialmente depois da covid-19. “Com a pandemia, que trouxe essa possibilidade de trabalhar remotamente, muita gente está migrando, por causa do clima, do custo de vida, dos impostos mais baratos, então há atratividade”, afirma Bruna.

Ela ainda destaca que o setor da construção norte-americano não foi afetado negativamente pelo coronavírus. “As construções não pararam nos EUA. Os nossos projetos continuaram em andamento, todas as licenças que precisávamos ter a gente já tinha antes da pandemia, então não fomos afetados diretamente como aconteceu com a bolsa ou com os fundos imobiliários que dependiam de aluguel”, afirma.

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