Atividade econômica recua e pressão inflacionária diminui

A atividade econômica em algumas regiões dos Estados Unidos registrou desaceleração nas últimas semanas, mas os preços de commodities e energia, que vinham pressionando a inflação, apresentaram alguma moderação, informou o Federal Reserve (FED, o BC americano), no “Livro Bege” (documento composto de dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do FED) divulgado na quarta-feira.
“O ritmo da atividade econômica ficou lento na maioria dos distritos”, diz o documento do banco, com dados coletados até o dia 25 de agosto.
Segundo o FED, a maioria dos distritos vinham registrando pressões inflacionárias devido às altas de commodities, alimentos e energia. Apesar disso, algumas regiões registraram um alívio nas pressões para diversos setores industriais.
As pressões salariais também foram moderadas, em meio a um ligeiro aumento nas contratações em alguns dos distritos pesquisados.

Alteração na taxa de juros

No último dia 26, o FED divulgou a ata da reunião realizada no dia 5 de agosto. No documento, o banco avaliou, com base nas informações disponíveis à época da decisão, que a próxima alteração na taxa de juros do banco pode ser para cima.
O banco manteve a taxa em 2% -patamar em que a mantém desde desde abril (após sete cortes consecutivos).
No comunicado divulgado após o anúncio da decisão o FED destacou que apenas um integrante era a favor da alta, os outros votaram pela manutenção. No documento, o órgão explica que a preocupação com a inflação continua -apesar da expectativa que as altas se moderem no próximo ano-, mas ressalta o crescimento das exportações e dos gastos dos consumidores.
Além disso, o banco admitiu que os preços da energia, o enfraquecimento do mercado de trabalho e o mercado imobiliário devem pesar nos próximos quatro trimestre.
O documento também já informava que a atividade econômica americana “deve permanecer baixa por alguns trimestres” e que a inflação continue a ser uma “significativa” preocupação, mas a opinião não foi consensual. “Alguns viram os riscos de alta da inflação como modestamente mais baixos principalmente como resultado da queda nos preços do petróleo e de algumas outras commodities, bem como uma probabilidade maior de uma lentidão econômica persistente”, diz o documento.
As próximas reuniões do FED estão programadas para 16 de setembro; 28 e 29 de outubro; e 16 de dezembro.

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