Argentina diz que não tolerará entraves comerciais do Brasil

A tensão bilateral cresceu esta semana quando o governo brasileiro freou importações argentinas de farinha de trigo, azeites, alho, vinho, frutas, rações para animais e caminhões fabricados na Argentina, entre outros produtos.
Dezenas de caminhões ficaram parados na fronteira e portos não puderam transportar as mercadorias para o Brasil. “Sempre que a Argentina analisou alguma questão do comércio com o Brasil, trabalhou com produtos não-perecíveis para não gerar um grave dano a algum segmento da produção”, advertiu o ministro à rádio argentina La Red. “É diferente dizer que há um problema com sandálias do que com frutas”.
Ele minimizou o alcance do incidente registrado esta semana ao afirmar que “o problema entre os dois países abrange 6% do total do intercâmbio”.
A medida é considerada uma represália às licenças não-automáticas (que atrasam o processo de exportação) que a Argentina implementou como argumento para proteger o emprego, a indústria e a produção frente à crise mundial. O comércio bilateral somou US$ 30.864 bilhões em 2008, com US$ 4.347 bilhões de deficit para a Argentina.
Entre janeiro e setembro deste ano, as exportações brasileiras caíram quase 40%, somando US$ 8.28 bilhões, mas ainda com um saldo positivo de US$ 373 milhões. As exportações argentinas nesse período caíram 20% e somaram US$ 7.906 bilhões, segundo dados do ministério do Comércio e Indústria brasileiro.

Exigências alfandegárias

Os produtores de vinhos da Argentina expressaram sua preocupação pelos impedimentos para a entrada de seus produtos impostos pelo Brasil e pediram a Cristina Kirchner que intervenha para solucionar o problema que afeta gravemente ao setor. As “Adegas da Argentina”, câmara empresarial que agrupa cerca de 200 empresas produtoras de vinhos da Argentina, disse que a decisão do Brasil de impor licenças não automáticas a vários produtos argentinos, incluindo vinhos, “causa um dano irreparável” à indústria vinicultora argentina.

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