Aposentadorias vão demandar mais vagas

Os concurseiros do Rio de Janeiro que aguardam a distribuição das 216 vagas da PRF (Polícia Rodoviária Federal) para agente administrativo (de nível médio, com remuneração inicial de R$3.689,77) devem torcer para que um fator específico seja considerado um dos mais importantes no levantamento que está sendo realizado pelo departamento para definir a oferta em cada Estado: a possibilidade de muitas aposentadorias no Estado. Segundo o presidente do SinPRF-RJ (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio de Janeiro), Marcelo Novaes, a maioria dos servidores administrativos do órgão no Estado já têm condições de se aposentar e, portanto, poderão exercer esse direito a qualquer momento.
De acordo com Novaes, isso se deve ao fato de o departamento ter absorvido servidores de diversos órgãos extintos, após a mudança da capital federal para Brasília. E por mais que nos demais Estados a situação possa ser semelhante, o Rio de Janeiro tende a sofrer uma maior perda com as aposentadorias, pelo fato de ser aquele com o maior número de servidores administrativos. São cerca de 140, de acordo com o presidente do SinPRF-RJ. Ou seja, em torno de 25% do quadro total, que é de 550 servidores.
Novaes alertou que caso o Estado não receba novos servidores para suprir as possíveis aposentadorias, a provável consequência quando elas se consolidarem será a queda na qualidade das tarefas desenvolvidas na área administrativa. “E isso impacta diretamente na atividade-fim”, apontou o sindicalista, acrescentando que em todo o país a média de policiais rodoviários federais deslocados para a área administrativa gira em torno de 15% a 20% do efetivo local.
Embora tenha manifestado o desejo de que o Estado do Rio receba um grande número de vagas do concurso, Marcelo Novaes acredita que todos os Estados acabarão ficando com um quantitativo aquém das suas necessidades. Ele destacou ainda que o concurso para a área de apoio sempre foi um das reivindicações da categoria policial. “É um concurso muito bem vindo”, afirmou o sindicalista, para quem a seleção poderá suprir em parte necessidades específicas que existem atualmente no órgão. “Por mais que o concurso seja de nível médio, muitos dos aprovados deverão ter formação superior em diferentes áreas.”

Preparativos

De acordo com o coordenador-geral de Recursos Humanos da PRF, inspetor Adriano Furtado, o levantamento das demandas de pessoal administrativo nos Estados e o concurso de remoção dos atuais servidores, que será promovido em seguida, devem ser concluídos em poucos dias. Somente após isso é que será definida a distribuição das vagas do concurso e serão enviadas propostas visando à escolha da organizadora.
A intenção, segundo Furtado, é divulgar o edital da seleção o mais rápido possível, embora haja prazo até 30 de junho, e aplicar provas em todas as capitais. Se conseguir homologar o resultado final da seleção até 5 de julho, a PRF poderá nomear os aprovados ainda este ano, conforme prevê a legislação eleitoral. O único concurso promovido pela PRF para a sua área de apoio ocorreu em 2012. Na oportunidade, a seleção foi feita por meio de provas objetivas, Noções de Informática, de Matemática, de Direito Constitucional, de Direito Administrativo e de Estatística.

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