Ao comprar pescado, consumidor deve ter atenção

A Semana Santa é a época do ano em que mais se consome pescado no país. Considerando-se só o período religioso, a comercialização chega a triplicar em alguns estabelecimentos. Nesta época de alta ­demanda, o consumidor deve ficar atento: o pescado é um alimento de alta qualidade nutricional e precisa estar bem conservado e livre de contaminantes.
A Seap (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estão distribuindo em pontos de venda de todo o Brasil, folhetos que ­orientam o consumidor na hora de escolher um bom pescado. Veja algumas orientações:
a Para escolher o estabelecimento, observe a limpeza, a organização do ambiente e a higiene dos atendentes;
aNão compre alimentos com embalagens violadas, amassadas, rasgadas, molhadas, furadas ou com outros sinais de alteração;
aAdquira os alimentos refrigerados e congelados somente no final das compras. Confira se os produtos congelados estão firmes e sem sinais de descon­gelamento, como acúmulo de líquidos;
aNo caso de peixe salgado seco, como bacalhau, o produto precisa estar armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos. Verifique se não há mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, que indicam que o produto não está bom para o consumo;
aEvite a mistura dos alimentos crus (pescado ou vegetais não lavados) com alimentos cozidos. Lave os utensílios usados no preparo de alimentos crus antes de usá-los em alimentos cozidos;
aNunca descongele o pescado à temperatura ambiente. Use o microondas ou descongele sob refrigeração.
O aumento de consumo de pescado nesta época movimenta um setor responsável por 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos no país e uma receita estimada em R$ 5 bilhões. Pescadores artesanais e industriais, armadores de pesca, trabalhadores da indústria pesqueira e aqüicultores (criadores de pescado em cativeiro) trabalham dobrado para aumentar a produção e garantir a oferta de peixe.

Produção
nacional

O Brasil produz hoje cerca de 1 milhão de toneladas de pescado. Metade da produção -cerca de 500 mil toneladas- é fruto do trabalho dos pescadores artesanais. O restante vem da pesca industrial (260 mil toneladas) e da aqüicultura (270 mil toneladas, somando-se peixes, camarão e moluscos).
O país tem cerca de 500 mil pescadores profissionais artesanais registrados junto à Seap e mais de 30 mil embarcações pesqueiras.
Mas apesar dos números, a Seap trabalha para aumentar o consumo de pescado no Brasil, que ainda é baixo: entre 7 quilos e 8 quilos por pessoa ao ano, quando a média mundial é de 16kg/hab/ano e a OMS recomenda pelo menos 12 kg/hab/ano.

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