16 de abril de 2021

America Latina precisará de US$ 400 bilhões em 2010

Os governos latino-americanos necessitarão de US$ 350 bilhões a US$ 400 bilhões em empréstimos em 2010 para reativar suas economias depois da crise financeira global, disse a vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Pamela Fox

Os governos latino-americanos necessitarão de US$ 350 bilhões a US$ 400 bilhões em empréstimos em 2010 para reativar suas economias depois da crise financeira global, disse a vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Pamela Fox. “Por causa da crise, o papel do Estado cresceu a níveis que eram inimagináveis há alguns anos”, afirmou Fox em apresentação na Conferência das Américas, reunião de líderes e funcionários do governo da região que acontece em Miami nesta quarta-feira.
A obtenção de empréstimos não será fácil, inclusive para projetos de investimento, no entanto, devido às dificuldades para conseguir fundos, uma vez que parte expressiva dos recursos em países desenvolvidos está voltada para pacotes de estímulo.
Apesar da maior intervenção pública na atividade econômica, o Estado dispõe de menos recursos, de tal forma que neste momento exige mais dos cidadãos que pagam impostos, especialmente aqueles com mais rendas e que devem enfrentar uma maior carga tributária, explicou.
O economista-chefe do banco para a América Latina e Caribe, Augusto de la Torre, disse que o pior da crise econômica global passou e a América Latina, liderada pelo Brasil, deve ter um crescimento de 3% em 2010.
Neste ano, a região deve sofrer uma retração econômica de 2% neste ano, mas ele destacou que há “uma crescente visão de que o pior da crise acabou”. Torre afirmou que o Brasil e outros países com fortes laços com os mercados chinês e outros asiáticos já saíram da recessão; já o México e outros países da América Central que dependem mais dos EUA levarão mais tempo para se recuperar.

Novo ciclo de expansão

A agência de classificação de risco de crédito Moody’s estima um novo ciclo de expansão da América Latina, após uma “recessão branda” neste ano. Pelos prognósticos da Moody’s, o Brasil deve se tornar o novo líder da região, seguido por Peru e Colômbia, enquanto o México e os países da América Central devem ficar “para trás, devido “à alta sincronização com a economia dos EUA”.
“Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador devem progredir se removerem ‘gargalos’ e tornarem suas economias mais flexíveis”, avalia o economista-sênior da agência para a América Latina, Alfredo Coutino, em relatório divulgado.
Para a Moody’s, a AL foi relativamente bem sucedida em resistir à crise global não apenas por sua “situação macroeconômica mais saudável” (fundamentos melhores), mas porque adotou medidas melhores em termos fiscais (contas públicas) e financeiras.

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