17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Amazonense prefere seminovo

Enquanto as vendas de veículos novos recuam, seminovos avançam

Os negócios com automóveis novos e usados correm em direção oposta. Enquanto, de janeiro a julho, as vendas de veículos novos recuaram 8,3%, com 1,87 milhão de unidades comercializadas, as vendas de veículos usados avançaram, 5,3%, período em que foram vendidos 5,57 milhões de unidades, de acordo com Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
O gerente da Braga Veículos, Onias Mota, destaca que, no final do primeiro semestre, a média nacional de carros novos vendidos – quando comparadas ao mesmo período, em 2013 -sofreu uma baixa de 14%, enquanto o Amazonas registrou número de 10%. “O ritmo desacelerou. Não há dúvidas, mas estamos mantendo nosso nível acima do registrado no país”, comenta.
A redução nas vendas de veículos novos, não foi acompanhada em Manaus, pelos negócios com veículos usados, que fecharam positivos. De acordo com a Fenabrave, o número de negócios com veículos novos caiu 4,13%, na comparação entre os meses de janeiro de 2013 e 2014, enquanto o mercado de usados se expandiu em 8,04% no mesmo período. Na região Norte, as vendas de usados tiveram aumento de 1,48%, enquanto as de novos uma queda de 6,29%. O fenômeno observado na região faz parte de uma tendência mundial.
O economista Marcelo Guimarães avalia que o consumidor anda inseguro e, mesmo com alguns incentivos sobre a possibilidade de ter o crédito aceito, muitos ainda preferem o veículo de ‘segunda mão’. “Temos dois perfis distintos de compradores: aquele que está comprando o primeiro carro e os que querem trocar os seus por um modelo mais novo”. Para os que buscam o primeiro carro, muitos não têm o valor para dar uma boa quantia de entrada em um sem quilometragem e, por isso, recorrem aos seminovos. Por outro lado, quem já tem carro, já assumiu outras dívidas e o seminovo é a saída. “A economia brasileira não dá condições para que o trabalhador possa assumir um compromisso por mais de três anos. A instabilidade reflete no mercado”, teoriza.

Novos em queda
Segundo a Fenabrave, a cada veículo leve novo emplacado no período, foram negociados 3,2 usados no país. Nos últimos anos, esta relação estava abaixo de 3. O gerente de vendas da Via Marconi, Antonio Carlos Lima, destaca a redução do Estado de 5,3% no acumulado do primeiro semestre em relação a 2013. “Manter o IPI não deve aumentar a venda de veículos novos no segundo semestre, mas também vai contribuir para que a queda não seja tão grave”, avalia.
Foram vendidos 4,4 milhões de automóveis usados nos primeiros sete meses, volume 3,2% maior do que o vendido de janeiro a julho do ano passado. Os comerciais leves tiveram alta de 8,2%, para 999,4 mil unidades. Enquanto caminhões (191,6mil) e ônibus (26,2 mil) apresentaram retração de 2,3% e 8,7%, respectivamente.
Em relação à venda de seminovos neste mesmo período, Ilídio dos Santos, comenta que o retorno de índices positivos de crescimento era esperado depois de um período onde aconteceu uma queda nas vendas em função da realização da Copa do Mundo e o período de férias.
Para ele, “embora ainda estejamos enfrentando uma seletividade mais rigorosa na aprovação do crédito, os financiamentos estão acontecendo em um ritmo mais constante e progressivo, o que nos oferece a perspectiva que conseguiremos, até o final deste ano, recuperar boa parte do terreno que perdemos em 2012”. Nos primeiros sete meses de 2014, foram comercializados 7.305.865 veículos, entre Autos, Comerciais Leves, Comerciais Pesados, Motos e outros modelos, um incremento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

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