15 de abril de 2021
Lendo a edição disponibilizada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)

Lendo a edição disponibilizada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) intitulada “Plano Agrícola e Pecuário 2007/2008” constatei, mais uma vez, o imenso e inaceitável atraso do nosso Amazonas com relação ao zoneamento agrícola de risco climático. Por várias vezes, nesta coluna, venho alertando sobre a indispensável utilização desse instrumento. É incompreensível que, até a presente data, nem o tradicional e centenar cultivo da “mandioca” tenha sido contemplada com o mencionado zoneamento.
O Mapa não tem culpa, pois o problema é exclusivamente interno, ou seja, do nosso Estado. Falando em “mandioca” e para caracterizar definitivamente o descaso regional, apresento, a seguir, a relação dos estados que já finalizaram o zoneamento agrícola de risco climático da mandioca. São eles: AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN, SE, ES, MG, RJ, SP, PR, RS, SC, DF, GO, MS, MT, RO E TO. Pergunto: Cadê a sigla “AM”? Por que ela não aparece na relação do Mapa? Bem, pelas informações que possuo, sei que o Mapa só iniciará o ZA (Zoneamento Agrícola) após o término do ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico) que é de responsabilidade do Estado e que deve ser aprovado pela Assembléia Legislativa. Apresento, abaixo, alguns detalhes do “ZA” disponibilizados pelo Mapa.

Instrumento técnico-científico
O zoenamento agrícola de risco climático, divulgado pelo Mapa, é uma ferramento técnico-científica de auxílio à gestão de riscos na agricultura que tem, por finalidade, orientar a concessão do crédito de custeio agrícola e as contratações de seguro rural e do Proagro. Iniciado no ano de 1996, esse instrumento vem sendo gradativamente ampliado e utilizado em larga escala no País. Diferente dos outros zoneamentos existentes que são elaborados com base nos conceitos de potencialidade e aptidão agrícolas, o zoneamento agrícola de risco climático, além de levar em consideração os mencionados conceitos de potencialidade e aptidão agrícolas, analisa os parâmetros relacionados com solo, clima e planta, utilizando funções matemáticas e estatísticas, com o objetivo de determinar a probabilidade de ocorrência de eventos climáticos adversos causadores de perdas nas lavouras.
O zoneamento agrícola de risco climático identifica, para cada município, a melhor época de plantio das culturas, analisa séries climáticas históricas de, no mínimo, 15 anos, e cruza esses dados com informações sobre o ciclo das culturas e o tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água. O objetivo é diminuir a chance das adversidades climáticas coincidirem com as fases mais sensíveis das culturas.
Além disso, seus indicativos são facilmente assimilados e adotados pelos produtores rurais, agrônomos, extensionistas, agentes financeiros, seguradoras e demais usuários. Por se tratar de um pacote tecnológico, as portarias que divulgam o zoneamento também indicam as cultivares que constam do RNC (Registro Nacional de Cultivares) do Mapa, adaptadas às diversas regiões. Essa ferramenta técnico-científica resulta do trabalho de uma equipe multidisciplinar de cerca de 50 especialistas e utiliza metodologia desenvolvida e publicada pelas diversas instituições federais e estaduais de pesquisa agrícola, com uniformização metodológica e assessoramento técnico prestado pela Embrapa.
Os indicativos do zoneamento são atualizados anualmente e os seus resultados divulgados pelo Mapa por meio de portarias publicadas no Diário Oficial da União a cada ano. A página 51 do trabalho elaborado pelo Mapa apresenta as culturas e Unidades da Federação contempladas com o mencionado estudo, notando que estarão disponíveis 272 zoneamentos de 23 culturas. O edital de licitação para contratação da empresa que executará o zoneamento agrícola no período de 2008 a 2012 já foi editado. A previsão é que haja um ampliação de 272 estudos para 600 zoneamentos a serem realizados no período.

Culturas X Unidades da Federação com Zoneamento
Apresento, abaixo, outros exemplos de cultu

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email