Alternativas são avaliadas pela Embrapa

Pesquisadores da Embrapa Rondônia iniciaram na última semana um trabalho que pretende mapear experiências e técnicas agroecológicas utilizadas por produtores do Estado

Pesquisadores da Embrapa Rondônia iniciaram na última semana um trabalho que pretende mapear experiências e técnicas agroecológicas utilizadas por produtores do Estado.
Ao longo de três anos serão acompanhadas famílias que adotaram o modelo agroecológico. Ensaios em campo e análises em laboratório ajudarão a medir a eficácia das práticas utilizadas e deverão mostrar quais alternativas são realmente viáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico.
O modelo agroecológico incorpora cuidados especiais com o meio ambiente e com os insumos utilizados no cultivo. A produção de fertilizantes orgânicos na propriedade, a utilização de plantas como arado biológico e o plantio de espécies que funcionam como adubo verde são algumas das técnicas já utilizadas por produtores em todo o país. Em linhas gerais, o modelo evita a degradação dos recursos naturais e reduz os custos de produção, fatores importantes para a sustentabilidade da agricultura familiar.
Apesar de difundidas, muitas dessas alternativas agroecológicas ainda não foram validadas cientificamente, de acordo com os pesquisadores. Faltam dados sistemáticos de eficácia das técnicas e de efeito na economia dos agricutores. Isso dificulta a adoção de políticas públicas e a liberação de financiamento para iniciativas do gênero.
Por conta disso, a primeira etapa do projeto “Alternativas para a Agricultura Familiar Sustentável em Rondônia” será a elaboração de um diagnóstico que caracterize a agricultura ecológica praticada em base familiar no Estado. Serão estudadas 45 famílias, distribuídas em Porto Velho e em outros 11 municípios localizados na região central de Rondônia, que fazem parte de projetos agroecológicos já estabelecidos ou em processo de transição.
Em um segundo momento, já com base nos dados obtidos na primeira fase, as tecnologias utilizadas serão validadas por produtores (que também serão experimentadores), técnicos de extensão rural e pesquisadores. O trabalho será realizado de forma participativa e os resultados poderão subsidiar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Soluções com baixo custo

Pesquisador da Embrapa Rondônia, o engenheiro agrônomo Angelo Mansur explicou que existem alternativas de baixo custo que podem substituir a utilização de insumos e defensivos químicos na lavoura.
Para melhorar a fertilidade do solo, por exemplo, é possível utilizar plantas que funcionam como adubo verde. São leguminosas de crescimento rápido, como o feijão, que produzem quantidade considerável de massa verde em curto espaço de tempo. Além disso, bactérias que vivem nas raízes fixam nitrogênio no solo, favorecendo o crescimento de outras plantas.
As alternativas não param por aí. Algumas espécies possuem raízes com capacidade de romper camadas compactadas do solo. Assim, funcionam como arado biológico. Outras, liberam substâncias que impedem o crescimento de ervas daninhas e podem ser utilizadas para controle biológico. Outro exemplo é a produção de defensivos naturais, óleos essenciais que em certos casos podem ser tão efetivos contra fungos quanto os produtos sintéticos.
Para verificar a eficácia de cada método, a Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conta com a parceria da Comissão Pastoral da Terra, Diocese de Ji-Paraná, Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), DFDA (Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário), Emater-RO, Escola Família Agrícola de Ji-Paraná, Articulação Rondoniense de Agroecologia, Escola Família Agrícola do Vale do Paraíso, Escola Família Agrícola do Assentamento Padre Ezequiel e Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia

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