Alta dos juros será positiva para a economia nacional

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira (3) que o aumento dos juros no país será positivo para a economia, porque removerá a incerteza em relação à inflação. Ele salientou, ainda, que o BNDES focará os desembolsos neste ano no setor de máquinas e equipamentos, para estimular a atividade econômica.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, de 7,5% para 8% ao ano.
“O aumento dos juros terá efeito positivo para a economia brasileira porque vai remover a incerteza em relação à inflação. A inflação não pode ameaçar a capacidade de compra da sociedade brasileira, e o Banco Central, atuando de maneira firme para conduzir as expectativas em relação ao controle pleno da inflação, é um passo importante para confiarmos no futuro. A confiança no futuro é essencial para a decisão de investimento do empresário”, afirmou.
“Não vejo contradição entre subir a taxa de juros para manter a inflação sob controle e, de outro lado, reforçar a confiança empresarial para que os investimentos continuem em crescimento”, acrescentou.
O presidente do BNDES deu as declarações após participar, nesta manhã, da abertura da feira Feimafe 2013, Feira Internacional de Máquinas e Ferramentas, no Anhembi, em São Paulo.
Coutinho destacou ainda que a elevação da taxa básica de juros não influencia nas taxas de financiamento do BNDES, tendo em vista que elas estão fixadas até o final do ano.
Com relação ao câmbio, Coutinho disse que a recente desvalorização do real acaba influenciando nos repasses, mas ele não soube precisar esse impacto. “A taxa de câmbio sempre influencia. A taxa está no regime flutuante, vai depender de muitas circunstâncias, como liquidez no mercado internacional, posição relativa de várias moedas”, disse.

Máquinas e equipamentos

Segundo Coutinho, a estimativa do BNDES neste ano é de um crescimento – que pode ser de cerca de 30% – nos financiamentos do banco para o setor de máquinas e equipamentos.
“Nós estamos com um desempenho muito firme neste ano na venda de maquinas até agora no mês de maio, com crescimento de cerca de 30%, e esperamos que esse desempenho possa ser mantido nos próximos meses, para fechar o ano com crescimento expressivo”, disse.
De acordo com ele, só para máquinas e equipamentos para indústria deverão ser desembolsados “algo em torno de R$ 35 bilhões” (excluindo outros bens de capital, caminhões e ônibus, exportações, entre outros).
Apesar de Coutinho não ter estimado o crescimento em geral dos desembolsos, o diretor da área financeira do BNDES, Maurício Borges Lemos, afirmou que, no geral, os financiamentos do banco em geral devem atingir R$ 190 bilhões neste ano, ante R$ 155 bilhões em 2012.
Incluindo demais setores, como caminhões e bens de capital em geral, os desembolsos devem atingir R$ 100 bilhões neste ano, disse Lemos, sendo que metade deverá ser destinado às Pequenas e Médias Empresas (PMEs)
Coutinho explicou que a introdução de máquinas novas e eficientes é um “imperativo para melhorar a competitividade e assegurar ganhos de produtividade sustentáveis para a indústria” e por esse motivo os financiamentos para o setor são “qualitativamente prioritários”.
“Em várias áreas do banco estamos buscando reduzir um pouco a nossa participação, o que não vamos reduzir a nossa participação é no apoio ao investimento. É o investimento que leva à maior eficiência da própria indústria na compra de máquinas novas, que tornem a nossa indústria mais produtiva, automatizada, competitiva, capacitada para exportar e se proteger de importação”.

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