Alimentação fora fica mais cara

Comer fora de casa está mais caro. Bares e restaurantes de São Paulo subiram entre 4% e 5%, em média, os preços dos cardápios no final de setembro e início deste mês, após um ano sem fazer reajustes, segundo informa a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Mas há casos em que o aumento chega perto de 16%, segundo a Folha apurou.

“Não deu mais para segurar. A pressão de custos por causa da alta de preços de leite e derivados e de carnes foi forte. E o dissídio da categoria, que resultou numa alta de 4% nos salários dos trabalhadores, foi em agosto. Além disso, subiu o preço de água, luz e telefone”, diz Joaquim Saraiva de Almeida, diretor da Abrasel.

A associação informa que o peso dos alimentos nos custos dos restaurantes varia de 40% a 45% e, da folha de pagamento dos funcionários, de 20% a 30%. No caso da rede de restaurantes America, o cardápio foi reajustado em 3%, em média, a partir desta semana, segundo informa a assessoria de imprensa da rede.

Contudo, alguns pratos subiram mais, como é o caso do sanduíche Hot America -o preço subiu 10%, de R$ 16,90 para R$ 18,60.

No Livorno (da rua Cerro Corá, zona oeste de São Paulo), o preço do cardápio subiu 4%, em média, no início deste mês. Nos restaurantes Espírito Santo e Adega Santiago, em 4,5%, em média, em setembro.

Na Cantina Biaggio, os preços, que já subiram 10%, em média, em abril, após dois anos sem reajuste, podem ser reajustados novamente neste mês.
“A pressão de custos veio forte neste ano. Na entressafra, o preço do tomate chegou a subir 600%, e não 300%, como ocorre sempre.

Os preços das carnes subiram 50%, dos laticínios, 100% e, da farinha de trigo, 40%, a partir de abril e maio. E também subiram os preços das tarifas controladas pelo governo”, diz Jorge Caetano, administrador da cantina.

A rede Almanara aumentou em 2,7%, em média, os preços do cardápio em julho, após oito meses e meio sem mexer no menu. “O reajuste foi para repor a inflação”, diz Douglas Coury, sócio-diretor da rede.

Nas churrascarias, os preços do rodízio subiram entre 6% e 8%, em média, segundo a Achuesp (Associação das Churrascarias do Estado de São Paulo), que reúne 94 restaurantes.

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