Abertura de capital é um dos planos para CVC

Após comprar 63,6% da CVC, início de janeiro, o fundo norte-americano Carlyle começa a montar a estratégia de internacionalização da operadora de turismo para, até 2012, e proceder à abertura de capital. Segundo o vice-presidente do Grupo Carlyle para a América do Sul, Daniel Sterenberg, o lançamento inicial de ações não significa desinvestimento imediato por parte do fundo de private equity.

“A CVC pode estar preparada para a abertura de capital antes mesmo de 2012. Nosso fundo poderia ficar neste investimento por cinco anos ou até mais”, afirmou ontem a alguns jornalistas, durante o Workshop CVC 2010.
Sterenberg acha que as ações da CVC, quando ofertadas ao público, terão boa receptividade. Isso porque, além de se tratar de um setor com perspectiva de “crescer muito” nos próximos anos, não há nenhuma empresa de pacotes turísticos listada na bolsa brasileira.

Dentre “as cinco ou seis iniciativas” que o Carlyle prepara para a CVC, a internacionalização da operadora de turismo é a mais representativa. Desde que foi criada, em 1972, o mercado doméstico sempre foi a prioridade do grupo. O fundo deve comprar operadoras de fora para se instalar em outros mercados.

Embora o executivo frise que “esta é mais uma estratégia de médio do que de longo prazo”, a atenção do grupo deverá recair sobre a América Latina, sendo que o foco pode, eventualmente, ser estendido a mercados como o mexicano. “Se a gente quiser atender a outras nacionalidades, precisará jogar com as regras de cada mercado. Hoje, temos unidades da CVC na Argentina e no Uruguai, mas são desenhadas muito mais para atender o turista brasileiro”.

Por aguardar um forte crescimento na base de clientes – espera-se que a CVC dobre de tamanho em até cinco anos, para algo como 4,5 milhões de turistas transportados, o que indica uma expansão superior a 20% por ano – o Carlyle quer, em 2010, dar atenção especial à área de sistemas tecnológicos e gestão financeira. “O desafio será gerenciar o tamanho da empresa”, observou.

Por isso, o Carlyle está buscando diretores financeiros e de mercado para compor o quadro da CVC, especialmente agora que o grupo quer se internacionalizar e, portanto, ficará mais exposto à variação do câmbio. “Não haverá mudanças radicais na gestão. O Valter Patriani continua na presidência da empresa. O que queremos é complementar o time”, ressaltou.

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