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Turismo, viés do desenvolvimento econômico regional

O trade turístico continua olhar o prisma da Indústria do Turismo como antes da pandemia sanitária, o qual poderá retornar com o mesmo viés como se encontrava antes da pandemia COVID-19, de antes até 2019. Contudo, para os economistas pesquisadores do CEA (Clube de Economia da Amazônia), o Turismo é um setor segmentado da Economia que vem se destacando como uma das modalidades de atividades econômicas que tem se desgarrado do setor de Serviços, promovendo um autêntico setorial que abrange diversas modalidades, pelo mesmo 53 atividades intersetoriais.

Entretanto, há exigências para um novo horizonte nessa Indústria do Turismo no pós pandemia, que abrange outras modalidades inovativas dentro de um novo retorno às suas atividades nesse mundo de mudanças pós pandêmico do coronavírus. Na Economia mundial, o Turismo, desde o século passado vem se transformando numa verdadeira indústria, a qual permeia os setores tradicionais (primário, secundário, terciário) do sistema econômico.

Para os pesquisadores do CEA, o Turismo no sistema econômico é um dos segmentos que mais cresceu até a ocorrência da pandemia COVID-19, tendo por histórico um passado que vêm albergando diversas modalidades dentre as atividades econômicas setoriais em graus crescentes, identificando-se como uma atividade de grande potencial de expansão em escala mundial, interferindo não só nos setores diretamente relacionados a ele como também em outros setores produtivos.

Essa expansão se pode detectar em meados do século passado(mais precisamente desde a década de 80), com a abertura e integração das economias nacionais ao comércio internacional globalizado, provocando uma verdadeira explosão setorial. Com o processo de globalização do Turismo, o Brasil segue as normas da OMT (Organização Mundial de Turismo), sensibilização, conscientização, interiorização e sustentabilidade do Turismo.

Há tempos que se discute e se questiona a importância econômica da Indústria do Turismo para o Desenvolvimento Econômico Regional, não obstante, todos saberem que o Brasil, talvez seja o maior  cenário paisagístico ornado com acidentes naturais, com todo potencial turístico do mundo, o grande desafio é transformar tudo isso em riqueza, em emprego, em renda que beneficie as populações locais, possibilitando a minimização das desigualdades regionais.

Para o pessoal do CEA, a visão do Turismo como atividade mecanicista e na pessoa turística pode até ser uma atividade orgânica, leva o Turismo como uma atividade humana intencional, como meio de interação e comunicação entre povos, sem limites geopolíticos, com deslocamentos físicos de pessoas nas diversas direções e continentes, procurando satisfazer uma necessidade humana, temporária de devaneio, lazer, trabalho, descanso físico e mental.

De forma genérica, as atividades econômicas do Turismo resultam produtos, cujos tipos são consumidos nos locais, regiões e/ou países, caracterizando um tipo de importação e exportação intangível, para o emissor e para o receptor, sendo importante fluxo econômico dentro do sistema, o qual influencia a vida das sociedades, econômica, cultural, gastronômica e politicamente. Também, ressalte-se que essas relações de troca, deslocamentos e permanências temporárias não são motivadas pela lucratividade das atividades.

Como a Indústria do Turismo se desenvolve em cada espaço geográfico, onde encontra-se uma sociedade/comunidade em que cada local possui ou não recursos naturais/culturais/gastronômicos e seus cidadãos com facilidades e treinamentos/capacitações para prestarem os serviços turísticos que os turistas buscam para lazer ou trabalho, tendem à realização dos processos de desenvolvimento econômico regional. E, vai além disso, pode ser considerado como um mecanismo que transforma o meio social, econômico, pois envolve intensividade de mão de obra, criando emprego, renda, com investimentos na formação bruta de capital fixo e intangível.

Dada relevância da Indústria do Turismo na economia, os destinos turísticos necessitam da inovação na atração de mais turistas e se manterem competitivos, mais organização e colaboração de agentes e atores em redes virtuais executam trabalhos na promoção de divulgação de informações fortalecendo conexões entre pessoas e organizações, contribuindo assim, para atividades de turismo mais sustentáveis no desenvolvimento regional, como negócio.

Aqui no Amazonas que possui recursos naturais, cultural e gastronomia, acidentes geográficos de interesses do Turismo, atividades econômicas decorrentes de todos esses ingredientes, que tendem a resultar em desenvolvimento endógeno como processo de desenvolvimento sustentável regional, que vem a ser um processo contínuo de absorção do excedente gerado localmente, entretanto, não se trata viés de isolamento de uma determinada região desse Amazonas, tão pouco de autossuficiência, mas uma reorganização interna da estrutura econômica, política e social regional local.

Sem embargo, se destaca o papel dos agentes econômicos e atores sociais, -sociedade civil, instituições e o Estado- observada as conjunturas, que pode causar determinadas dependências em certos graus -político, econômico, sociocultural, etc-. Para os economistas do CEA, a regionalização desses processos de desenvolvimento regional vem a contribuir em inovações, atração de novos investimento em novos projetos,(exemplo efetivo:TURISMO DE PESCA ESPORTIVA) em face da visão que muda.

Assim, se pode buscar o desenvolvimento por meio de Polos de Desenvolvimento de Turismo, ou Portais, exemplo simples: Parintins, Portal do Folclore ou Festa de Bois da Amazônia. Faltam Políticas Públicas específicas e direcionadas, sem politicagem. O tempo Urge!!!

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