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Turismo – VIÉS do desenvolvimento econômico regional

Como é simples pensar no senso comum, para muitos raciocinar é mais difícil, mas todos estamos na mesma sociedade de contrastes e diversidades, se precisa viver e progredir. E é o que se busca para o futuro que resultou desse coronavírus COVID -19. A pandemia não só se trata de crise sanitária e saúde pública, mas uma crise econômica grave em todo o mundo. Em economia todos os setores estão interligados e interdependentes, mesmo que os elos sejam fortes ou mais ou menos entre si, porém no sistema econômico as atividades não são estanques. Visto assim, se busca uma retomada das atividades econômicas, de modo a minimizar os estragos havidos em decorrência dessa pandemia, sabendo-se que o Setor Econômico mais afetado foram os Serviços em geral, e incluso nisso tudo o trade de TURISMO.  Nesses últimos anos, as sociedades têm vivido transformações intensas, decorrentes da pandemia do COVID-19, e de diversos outros fatores, que afetaram e influenciaram questões ligadas à produção e ao consumo, ao mercado, inclusive o trabalho, principalmente que marcaram esse século XXI, como nunca dantes havido. Haja vista os impactos dessa pandemia, com todas as restrições de isolamento social, lockdowns, óbitos, desemprego decorrente, perda da renda etc, as atividades turísticas foi e está tendo uma das piores perdas já havidas. Entretanto, nesse recomeço mundial do turismo, foram a busca e procura internas, o que alterou o ritmo das tendências e mudanças antes previstas, bem como as prioridades de produção, consumo e comportamento do consumidor, um olhar a mais para a sustentabilidade, aspectos climáticos, modo de vida mais natural, mais com menos, etc. Sem embargo de outras análises, os economistas pesquisadores do CEA (Clube de Economia da Amazônia) entendem que, atualmente pós pandemia, há fortes tendências para o turismo explorar os sítios naturais no mundo, o que para a Amazônia é vantajoso, o turista não vem aqui vê arquitetura, shopping, teatro, coisas urbanas, mas vem a procura da floresta, pesca esportiva, cultura regional indígena, gastronomia regional, observação de pássaros e sons da natureza, praticar fotografia natural, cachoeiras, rios e lagos como não existem em outros lugares ou sítios no planeta. O Turismo do Amazonas e da Amazônia deve saber o que fazer com todo esse manancial natural único no mundo! Olhem, vejam onde está o foco do negócio chamado Turismo Regional!!! Como reflexo do confinamento social houve maior reconhecimento e valorização de temas como, os problemas sociais e ambientais, críticas ao consumismo, o intercâmbio entre sociedades, o aprimoramento da consciência ambiental, o respeito ao ambiente natural, o respeito às singularidades culturais, a relação e desigualdades entre os homens e a qualidade de vida, têm levado à discussão e à proposições do tão denominado “desenvolvimento sustentável”. O pensamento de retorno à naturalidade devido aos controles, restrições e perda da renda levaram a toda essa forma de repensar a vida em sociedade. Visto assim, o pessoal do CEA, defende que a complexidade e prática desses princípios e estratégias do desenvolvimento sustentável nas questões do Turismo é de difícil incorporação numa dimensão ambiental dentro dos paradigmas econômicos, dos instrumentos do planejamento e das estruturas institucionais que sustentam a racionalidade produtiva de serviços do turismo, principalmente no caso regional. Vejam que processos para Desenvolvimento Econômico Regional Sustentável são desafios reais, heterogêneos e complexos quanto à diversidade de fatores potenciais existentes nas sub-regiões que compõem o Amazonas. Com cautela de pesquisador do CEA, nesse pós pandemia, não se pode afirmar que o Turismo no futuro seja “assim ou assado”, não implica em apontar tendências de mercado, nesse momento tão complicado. No entanto, os caminhos foram fortemente alterados com as novas restrições, mas até 2019 tínhamos ainda algumas tendências mais tangíveis na relação do turismo com o avanço tecnológico e acesso à informação. Contudo, a Amazônia encontra-se nesse contexto diferenciado no plano mundial, com maior importância a partir da emergência do sentido do ecodesenvolvimento, preservação, respeito ao meio ambiente, bioeconomia tão fundamental no presente. Tratar da importância da Amazônia se dá principalmente nos aspectos: 1) a da sobrevivência humana e a do capital natural e a floresta, com destaque para a grande diversidade de seres vivos, além de possuir a maior reserva de água doce do planeta; 2) o turismo é visto a partir de uma dinâmica horizontal, na qual as forças locais representam a dinâmica da potencialidade turística em função do capital social existente pela articulação dos atores sociais frente a um padrão cultural ou natural que há no desenvolvimento do turismo, um fator altamente importante para seu desenvolvimento endógeno. Ressaltando que desenvolvimento endógeno induzido pelo turismo está presente a valorização do papel da história regional, da cultura indígena, da gastronomia regional e das instituições das localidades na articulação de diferentes atores sociais locais para promoverem o turismo local por meio de um padrão de articulação territorial e de pessoas via polos, redes e Arranjos Produtivos Locais (APLs).

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