Carlos Silva

A mídia televisiva aberta, dramática, populista, sensacionalista e com um viés político-ideológico do lado A ou do lado B, possui as armas ideais para manipular muitos incautos e alguns ignorantes. Não me incluo neste universo, por isso não as assisto. Mas, pensando melhor, vê-se que alguns canais ganham rios de dinheiro pelas somas enormes cobradas dos patrocinadores e este contratam os programas que possuem maiores audiências. E como a maioria assiste, todos ficam felizes: os canais, os patrocinadores e o telespectadores. Quando digo os canais, digo os donos, porque os colaboradores rezam apenas para manter o seu emprego. Muita gente pensa que todos os atores e atrizes são ricos. Ledo engano, mesmo. E falo com propriedade. Ah, sim, os leitores de teleprompter matam um leão por dia para manterem seus empregos. E o pior, é que muitos criticam a ideologia A, mas votam nos candidatos de ideologia B. Então, onde fica a verdade? Simples, essas empresas “constroem” as verdades, ou seja, abordam os fatos apenas de ângulos mais escandalosos. Por exemplo, um bombeiro salvar vidas ou um policial prender um bandido é apenas obrigação. Mas, se ocorrer fatos negativos, isso é exponencializado e vende notícias, aumenta a audiência e gera lucros para os donos e para os patrocinadores. E assim a roda gira. Dia desses, um casal no elevador comentava que um “gênio” havia escrito que a Amazônia deveria ser internacionalizada. Para mim, soou como “novidade muito velha”, pois escuto isso desde os anos 60 e a História oferece milhões de situações que comprovam esta criminosa ideia. O absurdo na conversa foi que, me parece, escrito por um elemento nascido aqui no Brasil. Se for verdade, esse conjunto de átomos de carbono deveria rasgar a sua nacionalidade. Ou fazer uma palestra sobre essa “ideia” aqui em Manaus. Isso, se tal ser vivo tiver coragem, é claro. Há uns dias, foi um alvoroço pela morte de dois indivíduos na Amazônia sendo, um indigenista e um repórter ou jornalista e um deles era estrangeiro. Todos os dias morrem pessoas na Amazônia e não se vê nenhum escândalo. A facada no Presidente e a morte de Celso Daniel são assuntos que não tiveram tanta repercussão. Logo, mais uma vez, se comprova a minha tese de não perder tempo assistindo à TV aberta. E não pensem que me distancio de pessoas que pensem diferente de mim. Pelo contrário, gosto de aprender como pensam os opostos, pois assim fortaleço meus princípios e reforço meu ideais. Agora, de acordo com conversas ouvidas no playground do prédio, a “onda” é a moça que foi estrupada, engravidou, gerou e deu a criança para adoção, ou algo parecido. E uma autoridade judiciária proibiu o aborto de uma menina de 11 anos, cujo estuprador tinha 13 anos. O que eu penso de ambas as notícias? Nada. Na minha visão, aborto é apenas uma decisão única e exclusiva da mulher. Não deveria nem ser comentado isso. Ainda mais por homens. E como sou homem, não discuto, não apoio e não critico essa atitude. Cabe à mulher, e tão somente à mulher, tomar essa decisão. Se assim não for, julgo que a sociedade discrimina a mulher por definir que ela não pode decidir por si mesma. Notem que abordei temas que agradam e desagradam ideologias A e B. A vida é assim! Paradoxal !  Vou abrir uma cerveja !

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