Não foi a primeira vez, nem será a última. A alternativa é o AGRO!

Como está no título desta postagem, essa “não foi a primeira vez, nem será a última” que o programa ZFM será atacado. Esse filme já vi várias vezes. Este artigo é com base na manchete do nosso JC do dia 26/02. O triste é sempre ver esses “ataques” externos sendo tratados politicamente culpando esse ou aquele presidente, esse ou aquele senador/deputado federal, esse ou aquele governador. Agora a culpa é do Bolsonaro, mas todos os anteriores (Temer, Lula, Dilma, FHC) sempre, em algum momento, esqueceram a constituição e atacaram nosso maior modelo econômico. Não tem “santo” nessa história. Pergunto: sem querer culpar esse ou aquele presidente, esse ou aquele parlamentar, esse ou aquele governador, porque todos nós erramos com o povo do interior do Amazonas. O que nós fizemos para ter outro modelo econômico nesses 55 anos de ZFM (Zona Franca de Manaus)???? A resposta é simples: não fizemos nada, não priorizamos o agro familiar e empresarial, só a ZFM/PIM, e deixamos milhões na pobreza…. Os ambientalistas do Amazonas (as maiores lideranças do estado nem aqui nasceram), do Brasil e do mundo conseguiram o que queriam, ou seja, travar o crescimento agropecuário orientado pela ciência por todos esses 55 anos, e até hoje o dinheiro prometido do crédito de carbono, REDD+ e concessões florestais não chegou em quem tá longe do programa ZFM e do verdadeiro caboclo que preservou os 98% para o mundo. Só muito papo e pouco ação. Para onde foram os recursos recebidos para melhorar a vida dos verdadeiros defensores da floresta? Aqui sim cabe uma CPI estadual e federal! E agora, será que os serviços da floresta em pé vão empregar os trabalhadores que vão pegar a conta das indústrias prejudicadas com o decreto que atinge o PIM? Acredito que não, e agora? Já chega de enrolação, essa floresta é valiosa, vai continuar em pé porque somos responsáveis, mas o serviço ambiental prestado por ela tem que pagar todos que aqui moram, e não somente alguns que recebem para fazer discursos pelo mundo afora. Os ex-governadores do estado esqueceram do AGRO familiar e empresarial, assim como a maioria dos parlamentares, sequer prestigiavam os eventos do setor primário e ainda nos deixaram cinco anos sem EXPOAGRO, sem Garantia Safra e sem pagar centavos da subvenção estadual, entre outras coisas. Os programas federais andam devagar no Amazonas, e não só na era Bolsonaro, na era do PT também, e pior no tempo do PSDB. Em 55 anos de modelo ZFM nunca tivemos um Plano Safra no Amazonas, mas agora temos dois para receber críticas de todos os tipos e ir ajustando nos próximos anos. Hoje, temos um norte para ter um novo modelo econômico e amenizar o prejuízo com ataques regulares do governo federal e de estados que não aceitam a ZFM, descumprem a constituição. No passado, deixamos que ex-governadores gastassem bilhões para construir uma ponte no lugar errado, o certo era para ligar com a BR-319, e ainda construir uma arena que nem futebol tínhamos, o Vivaldão apenas reformada já seria suficiente. Tanto que algumas partidas de futebol ainda são realizadas na Colina e no estádio do SESI. Essa “grana” da ponte e da arena asfaltava todos os ramais e vicinais do estado, mas comemos abiu, calados ficamos. Em 55 anos de ZFM/PIM, não temos a BR-319 asfaltada, mas construímos, como já disse acima, uma ponte e a arena. Avaliando bem, o gasoduto é uma necessidade. Todos os ex-presidentes prometeram e nenhum concluiu a BR-319. Repito, nem FHC, nem Lula, nem Dilma, nem Temer e nem Bolsonaro. Até ministro da área de transporte já tivemos. Qual a razão da BR-319 continuar travada? Quem trava essa obra da BR-319 também deveria ser responsabilizado pelas mortes por falta de oxigênio no pior e inesperado momento da pandemia no Amazonas. Tem registros fotográficos com carretas atoladas na estrada. Além disso, lembro que todos os ex-presidentes e ex-governadores prometeram colocar o CBA – Centro de BIOTECNOLOGIA do Amazonas para funcionar 100%. Nada até hoje, e vivem falando que a BIOTECONOGIA é a “salvação”. Até concordo que seja, mas sempre existiu, e com esse passado de promessas não cumpridas e de esquecimento do setor primário ainda viveremos anos de utopia na interiorização da economia. Agora, como não temos outro modelo econômico por total falta de interesse das nossas autoridades no AGRO ao longo desses 55 anos de programa ZFM, inclusive com o Distrito Agropecuário da Suframa ainda longe, muito longe do que poderia ser, é hora de nossas autoridades pararem de fazer vídeos pensando na eleição de outubro próximo, e entrar no STF contra essa decisão que fere a Constituição. Tenho certeza que vamos reverter no STF, como já aconteceu no passado, mas também não descarto se isso foi uma atitude política do atual governo federal para depois reverter e ganhar votos para outubro de 2022.  Certo mesmo é entrar no STF, Supremo Tribunal Federal, e ganhar! Espero que depois desse novo susto no único modelo econômico forte que temos possamos pensar nas pessoas e crescer no agronegócio familiar e empresarial obedecendo a ciência, destravando tudo na forma legal, sem extremismos das partes, pois erramos muito mais do que acertamos nessas cinco décadas, pois é inaceitável, como disse o IBGE, ter 49% da população na pobreza em 2018 no estado mais importante para a saúde do planeta. Espero, também, que alguns representantes e assessores ligados à indústria quando forem defender o modelo ZFM, do qual nosso setor primário sempre foi parceiro, não negociem a intocabilidade da floresta, é uma estratégia errada, um tiro no próprio pé, porque temos como desenvolver nosso agronegócio familiar e empresarial com a floresta em pé. A Embrapa, IDAM e a academia sabem o caminho, respeitem, porque tem muita gente passando fome no estado mais rico do mundo. A FIEAM emitiu nota oficial objetiva e bem elaborada, só discordei do último parágrafo, pois, como disse acima, é uma estratégia errada usar o argumento da floresta preservada porque não foi o modelo ZFM que preservou os 98% da floresta em pé. Vários foram os motivos, e se fosse só o modelo ZFM, não foi eficiente, pois temos metade da população na miséria, e principalmente onde a floresta está em pé. Esqueçam esse argumento da floresta para defender a ZFM, temos a constituição e números de especialistas da área que mostram a eficiência do programa ZFM para o Brasil, inclusive já citados pelo amigo e presidente da FIEAM, Antonio Silva, com competência e conhecimento. A ciência já sabe como gerar renda no Amazonas preservado através do AGRO familiar e empresarial. Como sempre nos disse o Dr. Eurípedes Ferreira Lins, ex-presidente da FAEA, no final dos seus inúmeros artigos e livros: “É por aí o caminho”, pela “AGROCIÊNCIA”, em parceria com modelo ZFM/PIM, que vamos levar recursos financeiros para quem vive no interior do estado.

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