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Internet of Things (IoT)

Cada vez mais o mundo está ficando conectado, com dispositivos inteligentes capazes de coletar dados para ajudar na tomada de decisão. Da sua escova de dentes ao semáforo da esquina, diferentes dispositivos estão se conectando como nunca para tornar nossas vidas mais fáceis. Seja bem-vindo à era da Internet das Coisas (IoT).

A IoT é a conexão de “coisas” do dia a dia à internet. Isso permite que elas se comuniquem e troquem informações entre si e com você. Por exemplo, sua geladeira pode ter sensores que detectam quando o leite acabou. Aí ela manda essa informação para o seu smartphone, que por sua vez faz um pedido automatizado no mercado para entregar mais leite.

Outro caso é um semáforo inteligente que consegue detectar o trânsito nas ruas e ajustar o tempo dos sinais de acordo. Assim ele melhora o tráfego da cidade. Sua cafeteira também pode ser conectada à internet e programada para iniciar o preparo do café no horário que você acorda. Ela se comunica com o seu despertador para saber a hora certa. Até mesmo se você tiver uma escova de dente elétrica, ela pode fazer parte da IoT, alertando se você estiver escovando com muita força ou por pouco tempo, que chique hein!

Se o(a) leitor(a) fizer uma busca rápida na internet sobre a origem deste termo, provavelmente vai encontrar que o principal personagem foi o pesquisador britânico Kevin Ashton, que em 1999, propôs o termo quando era gestor do Auto-ID Center do MIT. 

Porém, a ideia de conectar dispositivos é mais antiga, tendo como alguns de seus marcos os seguintes eventos:

1969 – Construção nos EUA da ARPANET para fins de transmissão de dados sigilosos militares ou de pesquisa.

1979 – Japonesa NTT lança tecnologia 1G

1982 – Uma máquina da Coca-Cola da Universidade de Carnegie Mellon se torna a primeira coisa conectada à internet para monitoramento remoto.

Essa história vale a pena ser contada, pois em 1982 Dave Nichols, um estudante de graduação em ciência da computação desta Universidade queria verificar se a máquina de refrigerantes da Coca-Cola tinha garrafas geladas. Ele estava cansado de ir até a máquina e não encontrar garrafas geladas, pois ela ficava longe das suas salas de aula. 

Então, ele buscou obter informações prévias e foi ajudado pelo engenheiro de pesquisa da universidade John Zsarnay e pelos alunos Mike Kazar e Ivor Durham. Assim, eles construíram um código para verificar se a máquina de refrigerantes tinha Coca-Cola e se estava gelada. Qualquer pessoa na rede ARPANET da universidade poderia monitorar a máquina de refrigerantes da Coca-Cola.

1989 – Tim Berners Lee propôs a World Wide Web, que se tornou a base para a Internet.

1990 – John Romkey inventou uma torradeira controlada pela Internet. Como não havia Wi-Fi, o PC foi conectado à torradeira.

1991 – A Finlândia lança tecnologia 2G. 

Além disso, Mark Weiser cunha o termo “computação ubíqua” referindo-se a dispositivos integrados ao ambiente ao nosso redor. No mesmo ano, Bill Joy, cofundador da Sun Microsystems, pensou sobre a conexão de Aparelho para Aparelho (Device para Device-D2D), tipo de ligação que faz parte de um conceito maior, o de “várias webs”.

1993 – Quentin Stafford-Fraser e Paul Jardetzky construíram a Cafeteira do Trojan Room em 1993 no laboratório de informática da Universidade de Cambridge. Uma foto da cafeteira era postada no servidor do prédio três vezes por minuto. As imagens podiam ser vistas online quando os navegadores começaram a exibi-las.

1998 – Japonesa NTT Docomo lança tecnologia 3G.

1999 – Criação da Auto-ID Center no MIT com fundos da P&G, Gillette, Uniform Code Council e EAN International. No mesmo ano, o termo “Internet das Coisas” aparece pela primeira vez em uma apresentação feita por Kevin Ashton para persuadir Executivos da P&G a investirem na tecnologia RFID (Rádio Frequency Identification), momento a partir do qual o UHF e RFID começaram a dar um salto, a partir de sua aplicação de baixo custo em produtos para rastreá-los na cadeia logística.

Se fizermos uma pesquisa bibliométrica para encontrar as publicações com título e resumo contento o termo “Internet of Things”, utilizando a plataforma Lens.org, serão encontradas cerca de 30663 publicações, evoluindo no início dos anos 2000, com salto de publicações a partir de 2010, indo de 273 publicações para 4625 em 2022.

Nesta seara, os cinco principais autores são Charith Perera (79 publicações), Tanweer Alam (62), Mohsen Guizani (51), Walid Saad (50) e Kim Choo (49). 

Além disso, a IoT tem recebido forte atenção das áreas da Ciência da Computação, Internet, Segurança Computacional, Redes de Computadores, Engenharia e Negócios. 

Por último, chama a atenção, que as cidades com maiores publicações sobre a IoT são da Ásia, destacando Pequim (1325 publicações), Nanjing (464), Seul (414), Shangai (383) e Wuhan (360) < https://link.lens.org/djy4UFc6Zbj>.

Provavelmente, a IoT ganhou maior aplicabilidade com os benefícios advindos do lançamento comercial da tecnologia 4G, em 2009, pela empresa Sueca Telia Sonera, pela redução dos custos dos equipamentos, bem como popularização dos PCs, dos dispositivos móveis e das Cidades Inteligentes.

Em termos de aplicação da IoT em Cidades Inteligentes, há diversos casos, tais como:

1) Semáforos inteligentes que ajustam os tempos dos sinais de acordo com as condições do trânsito em tempo real.

2) Sensores de monitoramento da qualidade do ar que identificam áreas com maior poluição.

3) Lixeiras inteligentes que enviam alertas quando estão cheias e necessitam ser esvaziadas.

4) Sistemas de compartilhamento de bicicletas com estações que indicam quantas bicicletas estão disponíveis em cada local.

5) Iluminação pública inteligente que liga ou desliga automaticamente de acordo com presença de pessoas.

6) Medidores inteligentes de consumo de água e energia que melhoram o uso dos recursos.

7) Estacionamentos inteligentes que indicam vagas disponíveis e aceitam pagamento digital.

8) Câmeras de monitoramento que identificam situações anormais e acionam serviços de emergência.

9) Aplicativos que mostram horários de ônibus em tempo real e opções de rotas.

10) Sensores em pontes e viadutos que monitoram condições da estrutura e riscos etc.

Finalmente, há um grande potencial para utilizar a IoT na melhoria da qualidade de vida em cidades como Manaus, tornando-as mais eficientes e atendendo melhor às necessidades dos cidadãos, assunto quer será tratado no próximo artigo, aguardem.

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