Do Remo Atlético Regional (02)

Bosco Jackmonth*                                                                  

Continuemos a nossa formulação corrente posta no escrito (01). Ali se disse da moderna    montagem citadina, por conta de emigrantes asiáticos e europeus que aqui visaram os ricos produtos amazônicos, ainda que de extrativismo. Sucede, atraídos quem sabe pela exuberância da floresta, sobretudo rios caudalosos e lagos sublimes que estimulavam a vista tamanha a distância de suas margens. Logo, nada faltava para implantar a prática do atletismo de origem, diga-se remo, natação, iatismo, polo aquático e toda sorte de práticas aquáticas, embora, acredite-se, também outros esportes que não tiveram origem regional, como futebol, voleibol, basquetebol e tênis, salvo caça e pesca. O remo ganhou a preferência, vide linhas a seguir.  

Pronto. Começa aqui a relatar-se o advento do título encimado. Assim é que tal esporte de natureza aquática, repita-se, tem história no Amazonas sob aquela citada influência, tornando-se prática bem atuante local, desde o século passado, pouco sobrevivendo na atualidade, se tanto, por conta de enfrentar as dificuldades financeiras devido a falta de apoio do Governo e ao cabo de outra variante, também de patrocínio do prosáico empresariado citadino, “cheio de nove horas”, salvo para acudir os festejos juninos presentes “as cunhãs porangas”…

Consta de registros junto à Confederação Brasileira de Remo que “Ensina-nos a história que o remo desde os seus primórdios está repleto de episódios importantes em suas derivações, principalmente o comércio e na guerra foi de indiscutível relevância no tocante a sua utilidade. Um faraó egípcio conseguiu organizar uma frota de 400 navios a remo, que era a sua esquadra daquela época. Isso mais ou menos nos anos 2.000 a.C. Esporte náutico popularizado com a denominação de remo para mais facilmente diferenciá-lo do iatismo.” Não o remo de canoas…

Circulam notícias de competições que se realizaram em Veneza-Itália, no distante ano de 1315 e na Inglaterra em 1715. Por sinal foi nesse último país que o remo se organizou pela primeira vez, inclusive através de clubes sendo conhecido o Leander Club (1817), o mais antigo de todo o mundo. E mais, o esporte ganhou rumo definitivamente no âmbito universitário, eis que Cambrigde e Oxford adotaram tal prática e, em 1829, iniciaram a realização da tradicional regata que anualmente revive, no Rio Tâmisa. 

A propósito, no seu livro “Evocação de Manaus,” o saudoso senador Jefferson Peres disse que os embates oficiais eram realizados no Rodoway, sempre na Semana da Pátria, pelos três clubes a saber o Clube do Remo (antigo Ruder Klub), fundado por alemães, tinha a sua garagem de zinco, atracado sob a ponte de Educandos, no Igarapé de Manaus com acesso pela Ponte Cabral (1ª Ponte da 7 de Setembro). O Clube Amazonense de Regatas, que ficava às margens do Rio Negro, no início da 7 de Setembro, na escadaria dos Remédios. O Grêmio Náutico Portugal, com sede na orla do Rio Negro, no início da mesma avenida 7 de Setembro. Praticavam-se várias modalidades, como Skiff, Canoa e Out-Rigger, com realizações na baia do Rio Negro, partindo da frente dos coqueiros do bairro de São Raimundo, até chegar no Rodoway. Havia também o Water Polo, praticado pelos atletas dos remos, que disputavam à altura com os dos navio-escola Al. Saldanha (brasileiro) e Apollo(Inglês), por acaso quando atracados em nosso cais.(Continua).

Advo.(OAB/Am.436).Ex.Func.Bco.Bras.Comis.Fisc.Bcos.Desig.p/Bco.Centr.Curs.Dir.Contb.Com. Social (Jornalismo).Redação.Rudim.Ingl.Lec.Hist.Geral.Tec.p/Concur.Atleta de Remo, Natação.

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