Como reduzir os efeitos das Ondas de Calor?

As ondas de calor estão causando incêndios, desconforto e levando à morte centenas de vidas pelo mundo inteiro. Então como podemos reduzi-las nos próximos anos?

As ondas de calor estão se tornando cada vez intensas como resultado das mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas, conforme ilustrado abaixo:

1º) Casos relatados nos EUA

Em 1999, onda de calor matou pelo menos 30 pessoas < https://tinyurl.com/4vjsxfnw>. Onda de calor nos EUA matou pelo menos 2177 bovinos em junho/22 < https://tinyurl.com/yck9vsdy>. Final de junho/23, onda de calor no sul dos EUA já matou 16 pessoas no Texas, em Houston temperatura de quase 47º provocou rachaduras em uma estrada < https://tinyurl.com/3u66f4dv>. Final de Junho/23, calor recorde nos EUA está matando Cactus < https://tinyurl.com/3yztsf3h>. Em 10 de julho/23, onda de calor cresce e meteorologistas dos EUA alertam: “sem precedentes”, no Texas, cidade de Corpus Christi registrou 51º C < https://tinyurl.com/4htak2nh>.

2º) Casos relatados na China

Em julho/2013, onda de calor mais forte (39,8º C) em 140 anos mata dez pessoas em Xangai < https://tinyurl.com/4drxxdfc>. Em agosto/22, China registra as temperaturas mais altas de sua história < https://tinyurl.com/aj6sxr87>. Em junho/23, consumo de eletricidade na China dispara com temperaturas recordes para a estação < https://tinyurl.com/yc7hz5uj>. Em julho/23, China registra 52,2º enquanto clima extremo bate recordes < https://tinyurl.com/dkcf3yre; https://www.youtube.com/watch?v=jMWJMtEIqho>.

3º) Casos relatados na Rússia

Cerca de 56000 pessoas a mais morreram no verão de 2010 quando comparado com 2009, por conta da onda de calor que alimentou incêndios florestais que cobriu Moscou com fumaças <https://tinyurl.com/2b4dcrfu>.

Em junho/20, calor bate recorde em uma das cidades mais frias do mundo https://tinyurl.com/ytj63far. Em junho/21, Moscou vive a onda de calor mais forte dos últimos 120 anos < https://tinyurl.com/534zxrea>. Em junho/23, Sibéria atinge temperaturas recordes em meio a “pior onda de calor da história” < https://tinyurl.com/2jwkcxeb>

4º) Casos relatados no Brasil

Em 10/09/20, capitais brasileiras batem recorde de calor, apesar de algumas estarem em pleno inverno <https://tinyurl.com/mr2cxrc2>. Em novembro/20, Brasil registra maior temperatura (44,8º) em Nova Maringá (MT) <https://tinyurl.com/4mbrbm8x>. Em setembro/21, calor de mais de 40ºC em 41 cidades do Brasil https://tinyurl.com/mrk65nuz. Em fevereiro/23, RJ tem recorde de calor (58º C) e sensação térmica < https://tinyurl.com/vpa2d8zn>.

5º) Casos relatados em outras partes do mundo

Em maio/22, Índia e Paquistão registram 50º C, onda de calor afetou mais de um bilhão de pessoas e temperatura recorde em primavera matou pelo menos 25 pessoas, destruiu lavouras e causou apagões < https://tinyurl.com/3nntnpsn>. Em junho/23, onda de calor na Índia deixa quase 100 mortos <https://tinyurl.com/6b4uxn3h>.

Ondas de calor extremo provoca corrida aos hospitais do Japão, desde início de julho/23, mais de 7000 foram atendidos com insolação < https://tinyurl.com/2e3pjfx8>.

No verão de 2022, cerca de 61672 pessoas morreram na Europa por causa das ondas de calor, segundo estudo científico publicado na Nature < https://tinyurl.com/4uras4m9>.

De acordo com o Centro Nacional de Previsão Ambiental dos EUA, o dia 3 de julho/23 foi o dia mais quente da história registrado em escala global.

Precisamos fazer algo, pois se continuarmos no ritmo atual, em pouco tempo a Terra chegará ao seu ponto de não retorno, com transformações severas e irreversíveis em todo o planeta <IPCC https://www.ipcc.ch/report/ar6/syr/>.

Entre os efeitos estão: e1) aumento de mortes por insolação e desidratação; e2) aumento do consumo de energia; e3) sobrecarga nos sistemas de energia com contínuos apagões e/ou prejuízos financeiros tanto para o fornecedor quanto para os usuários; e4) deterioração da qualidade do ar; e5) estresse nas infraestruturas urbanas; e6) incêndios florestais que podem atingir áreas urbanas; e7) migração etc.

Para entender porque países como os EUA, China, Rússia, e Brasil são os mais afetados, leia o estudo publicado em 2021 por Evans <https://bit.ly/3x8qvIP > em que ficou demonstrado que entre 1850 e 2021, a humanidade despejou cerca de 2500 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera com os EUA (509 Gt), China (284 Gt), Rússia (172 Gt), Brasil (113 Gt) e Indonésia (102 Gt) entre os maiores vilões, sendo que enquanto EUA, China e Rússia poluem mais por causa do uso de fontes de energia fóssil e cimento, o Brasil com a Indonésia o fazem por conta do mau uso da terra e de suas florestas.

No Brasil, entres as causas que estão tornando as ondas de calor mais intensas, estão: invasões de terras, desmatamento ou queimadas das florestas, veículos poluentes, produção de energia com fontes poluentes, ilhas de calor urbanas, com cidades atoladas em concreto e asfalto, redução das áreas verdes urbanas, construções não sustentáveis etc.

Há décadas, no Amazonas e em Manaus vemos obras do Governo Federal, do Governo do Estado, da PMM e Privadas, detonando áreas verdes para dar lugar a empreendimentos sem a devida arborização.

Casos se espalham desde a Transamazônica, a BR-319, Conjuntos como os que fizeram na Cidade Nova, construção de CMEIs, Escolas, Drogarias, Supermercados, Galpões, Igrejas, Lojas etc.

Se almejamos mitigar os efeitos das ondas de calor é preciso mudanças, atuar nas causas com ações para: combater implacavelmente as invasões, o desmatamento, as queimadas, reflorestar áreas degradadas, implantar transporte limpo, estimular as empresas e a população a instalar telhados brancos (reflexivos), telhados verdes, plantar e cultivar jardins e árvores, a fim de aumentar as áreas verdes da cidade, criar corredores de ventilação urbana, promover a eficiência energética em prédios e residências, apoiar pesquisas para desenvolver novos materiais e tecnologias adaptáveis ao calor, investir em energia solar, espalhar parques com sistemas de arrefecimento de água para resfriar o ambiente/as pessoas, utilizar painéis treliçados para arrefecer os prédios, as casas, etc.

Por último, mas não menos importante, um plano de desenvolvimento sustentável para Manaus que inclua essas e outras medidas seria o primeiro passo para reduzir os efeitos das ondas de calor, que tendem a piorar se continuarmos apenas lamentando o desconforto térmico em Manaus e não fazendo nada.

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