9 de maio de 2021

Indústria de bicicletas do PIM projeta crescimento em 2021

Mesmo em meio às dificuldades de abastecimento de insumos causados pela pandemia, a indústria de bicicleta do PIM (Polo Industrial de Manaus) projeta a fabricação de 750 mil unidades para 2021. A quantidade é 12,8% maior que as 665.150 bicicletas produzidas ano passado. A expectativa da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), é  que o setor volte  a crescer em ano de retração.

Segundo o vice-presidente do segmento de bicicletas da entidade, Cyro Gazola, apesar dos esforços das montadoras em buscar uma recuperação é necessário o setor acompanhar de perto a cadeia de produção que se divide em 50% de insumos locais e  50% globais. A partir desse acompanhamento deve-se criar planos e estratégias com prudência baseado na realidade do mercado.

“Haverá sim uma recuperação, mas será uma recuperação gradual acompanhando o primeiro e segundo trimestre apontando para o crescimento de 12,8% em relação ao ano anterior. Temos como pontos de atenção o suprimento de matérias-primas locais e globais e o aumento da inflação de materiais. Já vimos uma inflação de commodities muito grandes ligados a fretes internacionais de materiais e demandas que estão acontecendo”, explicou.

De acordo com Gazolla, o lado positivo do atual momento é que a demanda por bicicletas continua a crescer devido a procura do modal como uma alternativa de lazer e transporte. “A demanda por bicicletas continua alta e a tendência é que siga dessa forma ao longo do ano. As associadas estão se esforçando para atender ao mercado, apesar de que ainda estamos limitados pelo desabastecimento de peças e componentes, o que gera dificuldade na montagem e, consequentemente, a falta de alguns modelos no mercado”, disse.

Com pouco estoque e seguindo a política pública do governo do Amazonas, as montadoras continuam mantendo seu ritmo de produção de acordo com o atual momento de cuidados com a saúde sanitária de seus colaboradores. Com isso o setor vem buscando soluções junto com a sua cadeia de clientes para fazer o melhor atendimento possível para atender a demanda do mercado. “Nós atendemos o número de distribuição que vai além dos lojistas independentes, mas também outros canais como redes elétricas, supermercados e e-commerces. Estamos buscando atender ao máximo os clientes de todo Brasil”, disse.

Balanço 2020

Em 2020 os fabricantes do PIM  produziram 665.186 unidades. O volume foi 27,7% menor que o fabricado em 2019, que teve 919.924 bicicletas produzidas. O desempenho também ficou abaixo da projeção apresentada pela Abraciclo em outubro. A perspectiva era de produzir 736.000 bicicletas.

A categoria mais produzida em 2020 foi a Moutain Bike (MTB), com 361.379 bicicletas, seguida da Urbana/Lazer (215.538 unidades). “A MTB antes era mais usada em trilhas e terrenos acidentados. Agora vem sendo utilizada também nas cidades, devido aos seus recursos tecnológicos, como suspensões, maior número de marchas e freios hidráulicos, entre outros”, explica Gazola.

Em 2020, foram exportadas 14.473 bicicletas em todo o território nacional. De acordo com dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, o resultado foi 4% maior ao registrado em 2019, que foi de 13.915 unidades. Os três principais destinos foram Paraguai (7.689 bicicletas), Uruguai (2.956 unidades) e Bolívia (2.558 unidades). Já as importações totalizaram 51.845 bicicletas. Na comparação com 2019, que teve 74.962 unidades importadas, foi registrada uma retração de 30,8%. A China respondeu pelo maior volume, com 36.910 bicicletas. Na sequência, vieram Taiwan (8.355 unidades) e Vietnã (3.298 unidades).

Resultados de dezembro

Em dezembro as fábricas de Manaus produziram 39.400 unidades. Em relação ao mês anterior (63.562 unidades) houve queda de 38%. Em relação a dezembro de 2019, foi registrada alta de 89,9% (20.747 unidades). As exportações somaram 2.724 bicicletas, volume 297,1% superior ao registrado no mês anterior (686 unidades) e 275,2% maior que dezembro do ano passado (726 unidades). Segundo dados do portal Comex Stat, os três principais mercados foram Paraguai (1.447 bicicletas), Uruguai (816) e Bolívia (460). Em dezembro, foram importadas 2.990 bicicletas, o que corresponde a uma retração de 31,1% na comparação com novembro (4.337 unidades) e de 50,3% em relação ao mesmo mês de 2019 (6.015). A maioria veio da China (2.296 bicicletas), seguida por Taiwan (325) e Vietnã (190).

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